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Senhores,

Informo que a junta de cabeçote do motor TSI 1.4 é a mesma o motor MSI 1.6, isso significa dizer que o encaixe é o mesmo.

Fica a dica, para quem tiver que trocar a parte de baixo, tente adaptar o motor 1.6 MSI no local, com o cabeçote do TSI 1.4,  talvez algumas adaptações sejam necessárias (bico, turbina...) mas o encaixe é o mesmo, pode ser interessante.

Teoricamente esse motor poderia chegar a 240 cv, com remap.

Quem fizer conta ai como ficou e o que foi necessário.

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Ambos são EA211. A característica desta família é a distância entre cilindros e o diâmetro deles. Do 1.2 para o 1.6 muda o curso dos pistões. Se você fizesse um Frankenstein desse, não seria um MSI. Segundo a nomenclatura da VW, seria também um TSi.

E teria que mexer em um monte de outras coisas: o sistema de arrefecimento, o sistema de injeção todo, não só os bicos, a admissão, o escapamento, além do tal remap. E tem também a lubrificação, que muda do 1.2 TSi pro 1.4 TSi, quem diria um 1.6!

Isso ia dar uma trabalheira do cão, ia custar mais caro do que comprar um GTi. A menos que alguém tenha gosto especial por uma gambiarra, não faz nenhum sentido. E a chance disso ficar bom seria, na melhor das hipóteses, bem remota.

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Arrefecimento não, sistema de injeção não, bicos talvez...., admissão não, escape não, um remapeamento seria bem vindo, lubrificação é só usar o melhor óleo, freio não, suspensão não. Não sei se o DSG seco (7 marchas) aguentaria a carga?

As chances são excelentes, é que o meu só tem 30k, deixa eu rodar mais um pouco ....

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Arrefecimento não, sistema de injeção não, bicos talvez...., admissão não, escape não, um remapeamento seria bem vindo, lubrificação é só usar o melhor óleo, freio não, suspensão não. Não sei se o DSG seco (7 marchas) aguentaria a carga?

As chances são excelentes, é que o meu só tem 30k, deixa eu rodar mais um pouco ....

Cyber,

O sistema de arrefecimento é dimensionado pela dissipação térmica do motor, que será maior.

O volume de ar admitido vai aumentar, então as chances da admissão do 1.4 virar restrição são grandes. Escape, talvez não mesmo, se você mandar às favas o catalisador.

A lubrificação, além da dependência com a questão térmica, similar ao arrefecimento, está relacionada ao tamanho do bloco e dos componentes a lubrificar. Para exemplificar, a bomba de óleo do motor 1.2 é menor que a do 1.4.

Lembro que lubrificação e arrefecimento são críticos neste motor.

O Frankenstein pode até funcionar, mas não vai ficar boa, e muito menos durável.

O DSG7 não vai aguentar esse torque mesmo não, mas pra quem está disposto a rodar montado em uma gambiarra, essa é a menor das preocupações.

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Acho legal esse lance de ter várias peças de um motor que também sirva no outro, claro que fazer um frankstein é loucura, e isso deve facilitar bastante nossa vida quando precisarmos peças de reposição.

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Então é inocente mesmo.

Cyber, não vou ficar aqui recitando meu CV mas, te garanto, não sou inocente. Tenho conhecimento de causa mais do que suficiente.

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2 minutos atrás, RicW disse:

Cyber, não vou ficar aqui recitando meu CV mas, te garanto, não sou inocente. Tenho conhecimento de causa mais do que suficiente.

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Então uma pergunta: Se pegar um kadett GSI 2.0 e colocar o motor 2.2 da S-10, trocando apenas a parte de baixo (bloco, pistão, biela e virabrequim) funciona? 

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@Cyberprobo, existe uma diferença entre um protótipo e um produto.  Acredito que você esteja falando em montar um protótipo e concordo com você que pode funcionar sim, sem compromisso com confiabilidade, eficiência, segurança, questões ambientais e legislações das mais diversas. Mas se você estiver pensando em um produto final, que será comercializado em diversos países, cada qual com sua legislação de segurança e emissões, com garantia de 3 anos sem limite de quilometragem... então meu amigo, aqueles pontos que o @RicW levantou são apenas 10% de tudo que precisa ser avaliado em um processo de certificação de produto. Isso sem falar na certificação de processo e fornecedores.

Abs,

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6 minutos atrás, Marcelo_cn disse:

@Cyberprobo, existe uma diferença entre um protótipo e um produto.  Acredito que você esteja falando em montar um protótipo e concordo com você que pode funcionar sim, sem compromisso com confiabilidade, eficiência, segurança, questões ambientais e legislações das mais diversas. Mas se você estiver pensando em um produto final, que será comercializado em diversos países, cada qual com sua legislação de segurança e emissões, com garantia de 3 anos sem limite de quilometragem... então meu amigo, aqueles pontos que o @RicW levantou são apenas 10% de tudo que precisa ser avaliado em um processo de certificação de produto. Isso sem falar na certificação de processo e fornecedores.

Abs,

Não quero tomar o lugar da VW, nem criar carro novo, apenas aprimorar um pouco o seu produto, para uso pessoal, sempre tem como melhorar....

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Não quero tomar o lugar da VW, nem criar carro novo, apenas aprimorar um pouco o seu produto, para uso pessoal, sempre tem como melhorar....

Você pode melhorar alguma função sem pensar nas restrições ou você pode otimizar. O que vc tem hoje é um produto otimizado.

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@Marcelo_cn, obrigado por complementar muito bem meu ponto.

@Cyberprobo, em momento algum eu disse que não ia funcionar. Disse apenas que não ia ficar bom. Releia meus posts, por favor. E sei menos da família II da GM do que sei do EA211.

Acho que o erro primário aqui é partir do princípio de que todos temos as mesmas expectativas. Confesso que, ao dizer que o carro "não ficaria bom", posso ter incorrido nesse erro. Certamente não ficará bom pra mim, pois considero muitos aspectos no que entendo por "ótimo", mas para o colega, pode ser que funcione. 

O conceito de "ótimo" depende dos requisitos em avaliação. Para mim, para o @Marcelo_cn e para 99,9% dos consumidores, o ponto de projeto definido pela VW é o ótimo. Mas talvez, para alguns consumidores específicos, desempenho puro seja mais importante que quaisquer outras variáveis. Se este for o caso do @Cyberprobo, talvez ele tenha razão: "otimizar" para ele pode significar aumentar potência e torque, mesmo que o consumo aumente brutalmente, que vibrações aumentem, que as emissões aumentem, que a durabilidade (ou a mantenabilidade) fique comprometida, ou mesmo que requisitos que garantem a segurança sejam descumpridos.

O que não é admissível, de forma alguma, é que os requisitos de cada um coloquem em risco a segurança de terceiros. E isso, muitas vezes, é negligenciado por quem prepara os carros.

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28 minutos atrás, RicW disse:

@Marcelo_cn, obrigado por complementar muito bem meu ponto.

@Cyberprobo, em momento algum eu disse que não ia funcionar. Disse apenas que não ia ficar bom. Releia meus posts, por favor. E sei menos da família II da GM do que sei do EA211.

Acho que o erro primário aqui é partir do princípio de que todos temos as mesmas expectativas. Confesso que, ao dizer que o carro "não ficaria bom", posso ter incorrido nesse erro. Certamente não ficará bom pra mim, pois considero muitos aspectos no que entendo por "ótimo", mas para o colega, pode ser que funcione. 

O conceito de "ótimo" depende dos requisitos em avaliação. Para mim, para o @Marcelo_cn e para 99,9% dos consumidores, o ponto de projeto definido pela VW é o ótimo. Mas talvez, para alguns consumidores específicos, desempenho puro seja mais importante que quaisquer outras variáveis. Se este for o caso do @Cyberprobo, talvez ele tenha razão: "otimizar" para ele pode significar aumentar potência e torque, mesmo que o consumo aumente brutalmente, que vibrações aumentem, que as emissões aumentem, que a durabilidade (ou a mantenabilidade) fique comprometida, ou mesmo que requisitos que garantem a segurança sejam descumpridos.

O que não é admissível, de forma alguma, é que os requisitos de cada um coloquem em risco a segurança de terceiros. E isso, muitas vezes, é negligenciado por quem prepara os carros.

Mas e aí, tu é engenheiro da Embraer?

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Não entendi essa discussão toda, gastar uma grana boa, correr o risco de dar problema no motor e câmbio e vai continuar pior de desempenho que um gti stock.

Otimizar é chipar, colocar intake e afins, isso aí de trocar partes estruturais do motor é gambiarra e sem sentido.

Me sinto voltando na década de 80 em que o povo metia 6 canecos em tudo que era carro, mas naquela época segurança vinha sempre em último lugar.

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