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Ibama confirma multa de R$ 50 mi à Volkswagen por fraude na Amarok

  Divulgação  
Veículos Amarok testados tinham dispositivo que reduzia emissão de poluentes
Veículos Amarok testados tinham dispositivo que reduzia emissão de poluentes

DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA

24/03/2017  14h00 - Atualizado às 15h28
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O Ibama confirmou nesta terça-feira (21) a multa de R$ 50 milhões à Volkswagen do Brasil em 2015 por fraude em testes de emissão de poluentes realizados em laboratório com 17.057 veículos da linha Amarok, anos 2011 e 2012.

O órgão federal de meio ambiente negou o recurso administrativo da empresa, que queria apenas advertência alegando que o equipamento usado para fraudar os testes não era efetivo. O órgão considerou que a montadora atuou de maneira deliberada para obter "vantagem pecuniária" com a redução de custos e com "absoluto descaso" com a proteção da vida e do meio ambiente.

A multa chegou a R$ 238 milhões. O valor teve que ser reduzido para R$ 50 milhões, limite da lei, que é de 1998 e nunca teve os valores de multa reajustados. O órgão ainda determinou que todos os veículos passem por recall.

Em setembro de 2015, a montadora alemã admitiu que instalou em 11 milhões de veículos a diesel pelo mundo um sistema que burlava as medições de poluentes em várias marcas. O escândalo global culminou com a renúncia do presidente da empresa.

No Brasil, o único modelo com motorização semelhante à envolvida na fraude global é picape Amarok, que é produzida na Argentina e tem motor 2.0 turbodiesel.

CETESB

O Ibama se basou em relatório da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), concluído neste ano, que aponta que os veículos Amarok testados continham dispositivo que reduzia em média 0,26 g/km a emissão de poluentes durante ensaios de laboratório.

Se não fosse pelo dispositivo, os carros emitiriam 1,1 g/km de poluente, o que os reprovaria nos testes de acordo com as normas do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) por emitirem acima do permitido. A multa foi dada pela fraude.

Na mesma decisão, o órgão decidiu também que vai investigar agora a quantidade de poluição emitida por esses carros em decorrência da fraude e, com isso, poderá emitir uma nova multa para a empresa dessa vez por dano ambiental. A estimativa do órgão inicial é que 100 toneladas de óxido de nitrogênio (NOx) tenham sido lançadas ilegalmente no ambiente por esses veículos.

A Volkswagen do Brasil informou que foi notificada na quinta-feira (23) e "está analisando a decisão e se manifestará oportunamente". 

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http://g1.globo.com/carros/noticia/ibama-confirma-investigacao-em-mais-carros-da-volkswagen-no-brasil-por-suspeita-de-fraude-de-poluentes.ghtml

Ibama confirma investigação em mais carros da Volkswagen no Brasil por suspeita de fraude de poluentes

Testes realizados pela Cetesb sugerem que prática ilegal pode estar em modelos mais recentes da picape Amarok, além das 17 mil unidades mais antigas apontadas pela Volkswagen.


Por G1, São Paulo

28/03/2017 17h14  Atualizado há 14 horas

Picape Amarok é investigada (Foto: Caio Kenji/G1)

Picape Amarok é investigada (Foto: Caio Kenji/G1)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) confirmou nesta terça-feira (28) que vai investigar unidades mais novas da Volkswagem Amarok no Brasil por suspeita de também fazerem parte da fraude de motores a diesel, que ficou conhecido como "dieselgate".

"Um plano de trabalho está sendo elaborado pela equipe técnica do Ibama para dar continuidade à investigação e apurar se também houve fraude na fase L6 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), que está em vigor", disse a entidade ao G1.

Testes realizados pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a pedido do Ibama, sugerem que a prática ilegal de “maquiar” a emissão de poluentes durante os testes de laboratório pode estar também em modelos mais novos da Amarok, não somente nas 17 mil unidades dos anos 2011 e 2012 confirmadas até agora pela fabricante.

Nos testes que serviram de base ao Ibama para manter a multa de R$ 50 milhões à Volkswagen, além de 5 modelos 2011 e 2012, a Cetesb avaliou 2 unidades da picape vendidas a partir de 2013, para ter um efeito de comparação, além de 4 picapes médias de outras marcas.

A surpresa foi que estes modelos mais novos da Amarok apresentaram diferença maior do que os modelos 2011 e 2012 entre os resultados de laboratório e os números obtidos em rodagem regular. No entanto, a Cetesb afirma que o estudo não é conclusivo por causa da pequena amostragem.

“Baseado nos resultados obtidos há indícios que os veículos Amarok, que devem atender a fase L6 do Proconve, podem estar equipados com algum item de ação indesejável, mas será necessário desenvolver estudos complementares para se estabelecer uma certeza”, diz a Cetesb no relatório obtido pelo G1.

Os modelos mais novos estão sujeitos a regras mais duras de emissões de poluentes, da fase L6 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), enquanto os modelos 2011 e 2012 devem atender aos parâmetros da fase L4.

A Volkswagen foi questionada sobre a nova investigação, mas ainda não se pronunciou. Na sexta-feira passada, quando o Ibama anunciou que manteria a multa de R$ 50 milhões dos modelos mais antigos, a montadora disse que "foi notificada na quinta-feira (23), está analisando a decisão e se manifestará oportunamente”.

Por fraude em emissões, Ibama mantém multa à Volkswagen e exige recall de 17 mil unidades da Amarok (Foto: Divulgação)

Por fraude em emissões, Ibama mantém multa à Volkswagen e exige recall de 17 mil unidades da Amarok (Foto: Divulgação)

 

O que é o "dieselgate"?

 

Em setembro de 2015, a Volkswagen assumiu que 11 milhões de carros em todo o mundo, movidos a diesel, tinham um dispositivo que reconhecia quando esses veículos passavam por uma inspeção ambiental.

O programa, então, agia para que esses carros emitissem menos poluentes apenas nessas condições. Nas ruas, eles poluíam mais do que o aceitável, dependendo das regras de cada país.

Em julho passado, a Volkswagen divulgou que o dispositivo não estava acionado no Brasil. Na época, o Ibama afirmou que os testes ainda não tinham sido concluídos.

“Após uma verificação inicial sobre o atendimento dos níveis de emissão por parte da picape Amarok, acaba de completar uma nova bateria de testes internos ainda mais abrangente, que reafirmou que o produto atende plenamente aos limites de emissões estabelecidos por lei, sem prejuízo ao meio ambiente", disse a montadora, em nota, na época.

 

Testes da Cetesb

 

Agora, 8 meses depois, o Ibama divulgou que exames encomendados à Companhia Ambiental Do Estado de São Paulo (Cetesb) apontaram que "os veículos Amarok testados continham dispositivo que reduzia, em média, 0,26 g/km a emissão de poluentes durante ensaios de laboratório".

O limite estipulado pela legislação na fase L4 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), vigente até 2011, era de 1,0 g/km de óxidos de nitrogênio (NOx) para veículos como a Amarok.

O NOx é um dos principais poluentes resultantes da combustão do óleo diesel. É um dos causadores da nuvem de poluição nas cidades ("smog", em inglês, um termo que mistura "smoke", fumaça, e "fog", neblina) e é associado a doenças no pulmão.

Na medições, 5 unidades da Amarok (2011/2012) foram avaliadas.

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