RicW

Reviews: dono de MK7 dirigindo outros carros

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15 horas atrás, RicW disse:

REVIEW: Chevrolet Cruze LTZ1 1.4T AT6.

Pessoal, nas minhas últimas férias tive a oportunidade de passar uns dias na casa da senhora minha mãe, que está há cerca de um ano motorizada com um Chevrolet Cruze LTZ1, aquele que tem os faróis bonitos, com LEDs diurnos, painel colorido etc, mas não tem aquela frescura que acende uma barra vermelha pouco antes de você bater o carro, que carrega o celular por indução no painel, e outros penduricalhos adicionais de utilidade questionável (esse seria o LTZ2). Como ela fez questão de que eu atuasse de motorista pra ela por uma semana, pude coletar percepções até bem aprofundadas desse carro.

O dito cujo está com cerca de 10.000 km, rodados uns 70% em estradas de boa qualidade. Vou contar aqui a experiência, parecido com o que fiz do Fox e do Passat, com o olhar de quem tem (e curte muito) um Golf MK7. Além disso eu tive um Cruze da geração anterior, então tenho mais um parâmetro para comparação. Estava até empolgado pela possibilidade de dirigir uns dias esse carro, pois gostava do meu cruze e a imprensa só fala bem desse novo. Mas a empolgação, infelizmente, durou pouco tempo.

Visualmente, de longe, o carro até agrada. Falta aquele "caráter" que a versão anterior possuia, tem um jeitão meio genérico de carro coreano mas ok, o design funciona. De perto, no entanto, a coisa é ASSUSTADORA. Os painéis de carroceria, faróis, portas, etc tem encaixes péssimos. Sem brincadeira: um Fiat Uno parece mais bem-feito do que esse carro. Está tudo desalinhado, vãos irregulares, parece trabalho de gente porca. Vejam por exemplo o alinhamento do tampão traseiro: do lado direito a tampa quase encosta na lataria. Do lado esquerdo, o vão que fica tem quase 1 cm. Não sei se fica claro mas, ao vivo, a diferença é gritante.

GXPwa.jpg

Vejam agora o alinhamento do capô: do lado direito, está tudo OK. Do esquerdo, no entanto, há um degrau de quase 1 cm entre o capô e o pára-lamas:

GXfzk.jpg

Alinhamento da grade dianteira com os faróis: mesma coisa. De um lado a grade encosta no farol e chega até a danificar o acrílico pela vibração e atrito. Do outro, um vão que dá pra enfiar o dedo mindinho:

GXUa9.jpg

Abri a porta e o show de horrores continua. Percebi que o conduíte elétrico da porta estava estranho. Comparando com o outro lado, entendi: na porta do motorista, a borracha que faz o acabamento estava desencaixada. Vejam a foto coparando os dois:

GX4KY.jpg

Ao assumir a posição de condução, a coisa não melhora muito. Percebe-se imediatamente um ambiente de carro "econômico". Não se trata apenas dos plásticos duros espalhados por todo o interior, mas da qualidade que estes aparentam. Os painéis são finos, cheios de rebarbas, com componentes que parecem comprados em loja de R$ 1,99. Pode bater em qualquer lugar, vai ouvir um barulho ressonante, como se tudo fosse oco. A seção central do painel, onde fica a multimídia, tem um acabamento em plástico pintado meio brilhante que deixaria até os chineses mais baratos ruborizados. Parece que tudo foi adaptado lá, não há a menor harmonia de design. Vejam, por exemplo, as tampas que cobrem a tomada de 12V e o USB do painel. Parece uma gambiarra, como se não tivesse nada alí e um belo dia um cara decidiu fazer dois furos com serra copo. Pra fechar, enfiou uma tampa qualquer:

GXgFe.jpg

Nessa mesma foto, reparem nas frestas entre a peça dianteira e a traseira do console: deve ter uns 3 mm de um lado e uns 5 mm do outro. Como diz o @Sobrinho, é de cair o cú da bunda!

O interior também passa a impressão de ser extremamente frágil. Vejam o estado que está a alavanca do freio de mão: 

GXRji.jpg

Tudo bem que mulheres usam anéis, etc e tal, mas a minha esposa também usa e a alavanca do meu ex-cruze permaneceu como nova! A cobertura da alavanca do Cruze novo de é um plástico meio macio, como desses que você encontra em alça de mala de viagem chinesa. Pela ação do próprio suor da mão ela fica escurecida, amolece e marca com qualquer risco. Tentei limpar, pra melhorar a situação e não tem jeito: não sai. Foi pro beleléu mesmo.

A desgraça continua no volante: o material de revestimento - que não deve ser couro - tem textura bastante irregular. Algumas áreas são mais lisas, outras parecem mais rugosas, e nas partes em que o revestimento teve que se adaptar a uma superfície mais curva (na junção com os raios), ele fica enrugado mesmo, como se tivesse sido instalado por um estofador de fundo de quintal.

GXm3E.jpg

Vai acender os faróis? Cuidado pra não arrancar o revestimento do botão que aciona eles, que está cheio de bolhas, quase descascando:

GXMWC.jpg

Vamos abrir o capô, para ver o motor da máquina. Eis que coloco a mão na alavanca e, surpresa! Ela quase quebra na minha mão. Sem brincadeira: ela é uma lingueta frágil e molenga que parece feita de garrafa PET reciclada. E o pior é que vc tem que puxar duas vezes pra abrir, o que dobra as chances de vc destruir ela!

GXvIN.jpg

Por fim, mas não menos inaceitável, é o material do teto. Alguns carros usam um tecido acolchoado de boa qualidade, como é o caso do Golf. Carros mais baratos usam um material parecido com aquele TNT (tecido não-tecido), bem mais barato. O cruze usa um TNT bem ruim. Vejam o estado dele, com pouco menos de 1 ano de uso:

GXyjV.jpg

Nessa hora vocês devem estar pensando: "Caramba, a mãe desse cara deve ser a Fiona, do Shrek, pra detonar o carro desse jeito". Pior que não: ela cuida até que bem dos carros dela, e os anteriores jamais ficaram detonados, quem diria em tão pouco tempo. O carro piorou mesmo em qualidade. A título de comparação, vendi meu cruze anterior com quase 4 anos de uso, e estava como novo por dentro. Esse aí é lamentável!

Falando agora um pouco sobre a experiência de condução, o que imediatamente chama a atenção é o conforto da suspensão. Para quem está habituado ao rodar mais firme do Golf, o Cruze parece um Landau. A suspensão simplesmente ignora a aspereza do asfalto, as transições e outras pequenas imperfeições. Até sobre calçamento poliédrico ele filtra muito bem, tanto a vibração quanto o ruído. Não testei ele no limite, minha experiência se resumiu ao uso urbano com alguns momentos de estradas em boas condições e sem muitas curvas, mas tenho a impressão de que para quem não tem maiores pretensões esportivas, ele é muito competente. Conjunto motriz - esse 1.4T de conceito semelhante ao do Golf e caixa automática de 6 marchas - puxa bem. Para a minha mãe, que tinha um Renault Fluence 2.0 aspirado com CVT antes desse carro, foi uma mudança drástica pra melhor. Para mim, acostumado com o 1.4 TSI do Golf e o brilhante DSG7, ele é apenas "OK". A caixa faz trocas ascendentes suaves, mas causa estranhamento a tendência do motor de subir as marchas em RPM relativamente alta. Como no Cruze anterior, as trocas acontecem quase com 3000 RPM mesmo em condução suave, o que em um motor com tanto torque em baixa parece desnecessário. O escalonamento da GM nesse sentido não foi muito feliz. As reduções também demoram um pouco a acontecer quando se pisa, como se o câmbio "pensasse" muito antes de passar, também como no cruze anterior. Um aspecto que melhorou foram os trancos nas reduções, especialmente 3 -> 2 -> 1. Eles ainda existem, mas são menos perceptíveis que na geração precedente desse carro.

Ruído e vibração quase não passam pra dentro do carro, exceto quando se chama o motor em RPM mais alta. Como eu já disse, a suspensão além de mais macia é também bem mais silenciosa que a do Golf. O start-stop tem duas coisas muito ruins e outra muito boa. Uma coisa ruim é que não pode ser desligado pelo motorista. Ele é acionado quando o motor bem entende e ponto final. Ele é desativado se colocar o câmbio no modo manual, mas essa não é uma solução razoável. Outro ponto negativo é que, quando o motor religa e você sai com o carro ele tende a dar um "coice", o que é muito desagradável. Com o tempo você "pega a manha" e aprende a evitar, mas é mais chato de controlar que no Golf. Isso, aliado à impossibilidade de desativar o start-stop, é bem irritante. O aspecto bom é que, quando o motor desliga, o ar-condicionado mantém o carro gelado por mais tempo. No Golf, a temperatura sobe bem rápido. No Cruze, mesmo sob um calor de 40 graus, não foi um problema.

O consumo foi apenas "OK" também. Na minha mão o carro fez uns 11 km/l em condições que, estimo eu, o Golf teria feito entre 12 e 13 km/l. Os freios não pude testar um condições extremas, mas seu comportamento é bem linear, bem parecido com o do Golf.

A central multimídia, com tela grande, é muito feia e ruim de usar. O sistema da GM é simplesmente um lixo em todos os aspactos e a qualidade sonora é pobre, por mais que eu tentasse regular. O que salva é o fato de ter Android Auto e o Apple CarPlay. Este segundo pude testar bastante porque a minha mãe adora uma porcaria de iPhone e posso afirmar: é uma porcaria se comparado com o Android Auto. Mas isso é tema para um outro post. A câmera de ré é bacana: as linhas são dinâmicas e ele coloca uns símbolos de exclamacão sobre os objetos mais próximos, o que ajuda a ter noção do entorno em manobras.

Em resumo: 
É um bom carro? Sim, mecanicamente falando. Poderia ser excelente para uma família que usa ele na cidade e em boas estradas, sem pretensão de condução esportiva. 
Eu compraria ele? Não. O que me fez excluir ele de qualquer lista de possibilidades futuras é a qualidade do interior, que parece mais apropriada a um carro de R$ 40k do que a um médio de mais de 100k. Quem tem um Golf ou mesmo um Focus vai sentir muito esse aspecto negativo e vai xingar o carro sistematicamente, todos os dias.

Excelente review! Está de parabéns pela riqueza dos detalhes!

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Cara, parabéns pela riqueza de detalhes em sua descrição.

cheguei a andar no carro, mas suas descrições do interior só iriam ser percebidas com mais tempo com o veículo.

Coisa que só conseguiria comprando mesmo.

Mais um da lista, BONITINHO MAS ORDINÁRIO.

Mil vezes nosso GOLF Mk7 kkkk

Grande abraço.

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Muito bom esse Review,@RicW . Parabéns.
Também tive contato com 2 GMs de alma Coreana (Sonic - meu e Cruze LT de um amigo) e posso afirmar que quando fui ver o novo Cruze a decepção foi grande. Justamente nesses pontos que vc colocou.
Não à toa o Corolla e Civic vendem tanto, mesmo sendo inferiores em equipamento (hoje nem tanto), em powertrain e superiores em preço muitas vezes. A percepção de qualidade nos nipônicos é muito superior.

Uma vez meu velho pai disse, quando ainda vivo era, que carros feitos na Argentina não prestavam. Muito antes de existir Mercosul e incentivos para exportação de carros de lá e pra lá. Parece que ele tinha razão, já que estes mesmos problemas eu vejo, por exemplo, no 308 da minha sobrinha (que também vem de lá). Parece que foi montado com o pé.

E por fim, queria destacar esta seção:
"O que salva é o fato de ter Android Auto e o Apple CarPlay. Este segundo pude testar bastante porque a minha mãe adora uma porcaria de iPhone e posso afirmar: é uma porcaria se comparado com o Android Auto."
Esse foi justamente o motivo que me fez vender meu iPhone 6 e comprar o Samsung S7, mesmo gostando bastante do iPhone. De que adianta espelhamento de celular se nem um aplicativo de mapas a Apple oferece no Brasil? Sim, digo apenas no Brasil já que em muitos países o Carplay tem o aplicativo Mapas da própria Apple disponível. Não é grandes coisas mas pelo menos tem.

A propósito, vi ontem um anúncio e lembrei de ti. Na CSS onde comprei meu carro estão vendendo Passat top por R$150 mil.

Enviado de meu SM-G935F usando o Tapatalk

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1 hora atrás, RodrigoSP2 disse:


E por fim, queria destacar esta seção:
"O que salva é o fato de ter Android Auto e o Apple CarPlay. Este segundo pude testar bastante porque a minha mãe adora uma porcaria de iPhone e posso afirmar: é uma porcaria se comparado com o Android Auto."
Esse foi justamente o motivo que me fez vender meu iPhone 6 e comprar o Samsung S7, mesmo gostando bastante do iPhone. De que adianta espelhamento de celular se nem um aplicativo de mapas a Apple oferece no Brasil? Sim, digo apenas no Brasil já que em muitos países o Carplay tem o aplicativo Mapas da própria Apple disponível. Não é grandes coisas mas pelo menos tem.


 

A Apple vai liberar WAZE e Google Maps no IOS 12, estou ansioso por esta novidade kkk

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18 horas atrás, RicW disse:

REVIEW: Chevrolet Cruze LTZ1 1.4T AT6.

Pessoal, nas minhas últimas férias tive a oportunidade de passar uns dias na casa da senhora minha mãe, que está há cerca de um ano motorizada com um Chevrolet Cruze LTZ1, aquele que tem os faróis bonitos, com LEDs diurnos, painel colorido etc, mas não tem aquela frescura que acende uma barra vermelha pouco antes de você bater o carro, que carrega o celular por indução no painel, e outros penduricalhos adicionais de utilidade questionável (esse seria o LTZ2). Como ela fez questão de que eu atuasse de motorista pra ela por uma semana, pude coletar percepções até bem aprofundadas desse carro.

O dito cujo está com cerca de 10.000 km, rodados uns 70% em estradas de boa qualidade. Vou contar aqui a experiência, parecido com o que fiz do Fox e do Passat, com o olhar de quem tem (e curte muito) um Golf MK7. Além disso eu tive um Cruze da geração anterior, então tenho mais um parâmetro para comparação. Estava até empolgado pela possibilidade de dirigir uns dias esse carro, pois gostava do meu cruze e a imprensa só fala bem desse novo. Mas a empolgação, infelizmente, durou pouco tempo.

Visualmente, de longe, o carro até agrada. Falta aquele "caráter" que a versão anterior possuia, tem um jeitão meio genérico de carro coreano mas ok, o design funciona. De perto, no entanto, a coisa é ASSUSTADORA. Os painéis de carroceria, faróis, portas, etc tem encaixes péssimos. Sem brincadeira: um Fiat Uno parece mais bem-feito do que esse carro. Está tudo desalinhado, vãos irregulares, parece trabalho de gente porca. Vejam por exemplo o alinhamento do tampão traseiro: do lado direito a tampa quase encosta na lataria. Do lado esquerdo, o vão que fica tem quase 1 cm. Não sei se fica claro mas, ao vivo, a diferença é gritante.

GXPwa.jpg

Vejam agora o alinhamento do capô: do lado direito, está tudo OK. Do esquerdo, no entanto, há um degrau de quase 1 cm entre o capô e o pára-lamas:

GXfzk.jpg

Alinhamento da grade dianteira com os faróis: mesma coisa. De um lado a grade encosta no farol e chega até a danificar o acrílico pela vibração e atrito. Do outro, um vão que dá pra enfiar o dedo mindinho:

GXUa9.jpg

Abri a porta e o show de horrores continua. Percebi que o conduíte elétrico da porta estava estranho. Comparando com o outro lado, entendi: na porta do motorista, a borracha que faz o acabamento estava desencaixada. Vejam a foto coparando os dois:

GX4KY.jpg

Ao assumir a posição de condução, a coisa não melhora muito. Percebe-se imediatamente um ambiente de carro "econômico". Não se trata apenas dos plásticos duros espalhados por todo o interior, mas da qualidade que estes aparentam. Os painéis são finos, cheios de rebarbas, com componentes que parecem comprados em loja de R$ 1,99. Pode bater em qualquer lugar, vai ouvir um barulho ressonante, como se tudo fosse oco. A seção central do painel, onde fica a multimídia, tem um acabamento em plástico pintado meio brilhante que deixaria até os chineses mais baratos ruborizados. Parece que tudo foi adaptado lá, não há a menor harmonia de design. Vejam, por exemplo, as tampas que cobrem a tomada de 12V e o USB do painel. Parece uma gambiarra, como se não tivesse nada alí e um belo dia um cara decidiu fazer dois furos com serra copo. Pra fechar, enfiou uma tampa qualquer:

GXgFe.jpg

Nessa mesma foto, reparem nas frestas entre a peça dianteira e a traseira do console: deve ter uns 3 mm de um lado e uns 5 mm do outro. Como diz o @Sobrinho, é de cair o cú da bunda!

O interior também passa a impressão de ser extremamente frágil. Vejam o estado que está a alavanca do freio de mão: 

GXRji.jpg

Tudo bem que mulheres usam anéis, etc e tal, mas a minha esposa também usa e a alavanca do meu ex-cruze permaneceu como nova! A cobertura da alavanca do Cruze novo de é um plástico meio macio, como desses que você encontra em alça de mala de viagem chinesa. Pela ação do próprio suor da mão ela fica escurecida, amolece e marca com qualquer risco. Tentei limpar, pra melhorar a situação e não tem jeito: não sai. Foi pro beleléu mesmo.

A desgraça continua no volante: o material de revestimento - que não deve ser couro - tem textura bastante irregular. Algumas áreas são mais lisas, outras parecem mais rugosas, e nas partes em que o revestimento teve que se adaptar a uma superfície mais curva (na junção com os raios), ele fica enrugado mesmo, como se tivesse sido instalado por um estofador de fundo de quintal.

GXm3E.jpg

Vai acender os faróis? Cuidado pra não arrancar o revestimento do botão que aciona eles, que está cheio de bolhas, quase descascando:

GXMWC.jpg

Vamos abrir o capô, para ver o motor da máquina. Eis que coloco a mão na alavanca e, surpresa! Ela quase quebra na minha mão. Sem brincadeira: ela é uma lingueta frágil e molenga que parece feita de garrafa PET reciclada. E o pior é que vc tem que puxar duas vezes pra abrir, o que dobra as chances de vc destruir ela!

GXvIN.jpg

Por fim, mas não menos inaceitável, é o material do teto. Alguns carros usam um tecido acolchoado de boa qualidade, como é o caso do Golf. Carros mais baratos usam um material parecido com aquele TNT (tecido não-tecido), bem mais barato. O cruze usa um TNT bem ruim. Vejam o estado dele, com pouco menos de 1 ano de uso:

GXyjV.jpg

Nessa hora vocês devem estar pensando: "Caramba, a mãe desse cara deve ser a Fiona, do Shrek, pra detonar o carro desse jeito". Pior que não: ela cuida até que bem dos carros dela, e os anteriores jamais ficaram detonados, quem diria em tão pouco tempo. O carro piorou mesmo em qualidade. A título de comparação, vendi meu cruze anterior com quase 4 anos de uso, e estava como novo por dentro. Esse aí é lamentável!

Falando agora um pouco sobre a experiência de condução, o que imediatamente chama a atenção é o conforto da suspensão. Para quem está habituado ao rodar mais firme do Golf, o Cruze parece um Landau. A suspensão simplesmente ignora a aspereza do asfalto, as transições e outras pequenas imperfeições. Até sobre calçamento poliédrico ele filtra muito bem, tanto a vibração quanto o ruído. Não testei ele no limite, minha experiência se resumiu ao uso urbano com alguns momentos de estradas em boas condições e sem muitas curvas, mas tenho a impressão de que para quem não tem maiores pretensões esportivas, ele é muito competente. Conjunto motriz - esse 1.4T de conceito semelhante ao do Golf e caixa automática de 6 marchas - puxa bem. Para a minha mãe, que tinha um Renault Fluence 2.0 aspirado com CVT antes desse carro, foi uma mudança drástica pra melhor. Para mim, acostumado com o 1.4 TSI do Golf e o brilhante DSG7, ele é apenas "OK". A caixa faz trocas ascendentes suaves, mas causa estranhamento a tendência do motor de subir as marchas em RPM relativamente alta. Como no Cruze anterior, as trocas acontecem quase com 3000 RPM mesmo em condução suave, o que em um motor com tanto torque em baixa parece desnecessário. O escalonamento da GM nesse sentido não foi muito feliz. As reduções também demoram um pouco a acontecer quando se pisa, como se o câmbio "pensasse" muito antes de passar, também como no cruze anterior. Um aspecto que melhorou foram os trancos nas reduções, especialmente 3 -> 2 -> 1. Eles ainda existem, mas são menos perceptíveis que na geração precedente desse carro.

Ruído e vibração quase não passam pra dentro do carro, exceto quando se chama o motor em RPM mais alta. Como eu já disse, a suspensão além de mais macia é também bem mais silenciosa que a do Golf. O start-stop tem duas coisas muito ruins e outra muito boa. Uma coisa ruim é que não pode ser desligado pelo motorista. Ele é acionado quando o motor bem entende e ponto final. Ele é desativado se colocar o câmbio no modo manual, mas essa não é uma solução razoável. Outro ponto negativo é que, quando o motor religa e você sai com o carro ele tende a dar um "coice", o que é muito desagradável. Com o tempo você "pega a manha" e aprende a evitar, mas é mais chato de controlar que no Golf. Isso, aliado à impossibilidade de desativar o start-stop, é bem irritante. O aspecto bom é que, quando o motor desliga, o ar-condicionado mantém o carro gelado por mais tempo. No Golf, a temperatura sobe bem rápido. No Cruze, mesmo sob um calor de 40 graus, não foi um problema.

O consumo foi apenas "OK" também. Na minha mão o carro fez uns 11 km/l em condições que, estimo eu, o Golf teria feito entre 12 e 13 km/l. Os freios não pude testar um condições extremas, mas seu comportamento é bem linear, bem parecido com o do Golf.

A central multimídia, com tela grande, é muito feia e ruim de usar. O sistema da GM é simplesmente um lixo em todos os aspactos e a qualidade sonora é pobre, por mais que eu tentasse regular. O que salva é o fato de ter Android Auto e o Apple CarPlay. Este segundo pude testar bastante porque a minha mãe adora uma porcaria de iPhone e posso afirmar: é uma porcaria se comparado com o Android Auto. Mas isso é tema para um outro post. A câmera de ré é bacana: as linhas são dinâmicas e ele coloca uns símbolos de exclamacão sobre os objetos mais próximos, o que ajuda a ter noção do entorno em manobras.

Em resumo: 
É um bom carro? Sim, mecanicamente falando. Poderia ser excelente para uma família que usa ele na cidade e em boas estradas, sem pretensão de condução esportiva. 
Eu compraria ele? Não. O que me fez excluir ele de qualquer lista de possibilidades futuras é a qualidade do interior, que parece mais apropriada a um carro de R$ 40k do que a um médio de mais de 100k. Quem tem um Golf ou mesmo um Focus vai sentir muito esse aspecto negativo e vai xingar o carro sistematicamente, todos os dias.

Excelente review.

Corroboro estas impressões sobre o acabamento externo e interno do Cruze, tive a oportunidade de entrar no veículo duas vezes, e esta falta de esmero me tirou o tesão total pelo carro.

A GM tá foda, já comentei aqui em outros tópicos, tive dois Onix, um 2013 e um 2016. Ambos veículos tem um acabamento e qualidade de montagem de chorar.

E a versão 2016 conseguiu empobrecer ainda mais o carro em absolutamente tudo no que se refere a qualidade de materiais internos. Desde tecidos de banco, teto (nunca vi pior), manopla do câmbio, revestimento de saídas do ar condicionado em plástico extremamente vagabundo.  E claro, como esquecer da maçaneta interna da porta em plástico preto frágil e vergonhoso.

Certa vez estava andando em rua mal pavimentada, e simplesmente caiu no meu colo do nada o acabamento do retrovisor .

Pior é que eu sentia até vergonha do carro....  

O sistema de som também foi piorado, a qualidade de média pra ruim, e a multimídia uma verdadeira porcaria.

De qualidades mesmo somente a suspensão e bom consumo (na versão nova de 6 marchas). 

O desempenho é fraquíssimo, e o câmbio não colabora, Parecia que existe um abismo entre terceira e quarta marcha. quando se era necessário fazer uma ultrapassagem, que aliás, em quarta ou quinta era um caos, ou seja, cada ultrapassagem exigia reduzidas bruscas de sexta para a terceira.

E tantas marchas assim em um motor fraco  tornavam a experiência da condução urbana extremamente cansativa. 
 

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6 horas atrás, RodrigoSP2 disse:

Esse foi justamente o motivo que me fez vender meu iPhone 6 e comprar o Samsung S7, mesmo gostando bastante do iPhone. De que adianta espelhamento de celular se nem um aplicativo de mapas a Apple oferece no Brasil? Sim, digo apenas no Brasil já que em muitos países o Carplay tem o aplicativo Mapas da própria Apple disponível. Não é grandes coisas mas pelo menos tem.

Um detalhe que não mencionei no review: minha mãe mora em Foz do Iguaçu, PR, fronteira com o Paraguai. Teve um dia que atravessamos a ponte da amizade e, quando nos afastamos uns 100 metros da alfândega Paraguai adentro, o Apple Maps começou a funcionar! O ícone apareceu e a navegação ficou disponível. O telefone continuava conectado à rede da VIVO no Brasil... No retorno, ao voltar pro Brasil a navegação "congelou" pouco após passar a fronteira, e ficou assim até desligar o carro. Ao ligar novamente, no Brasil, nem sinal do ícone do Maps. Aparentemente, a restrição é geográfica mesmo. Achei ridículo.

Abraço

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32 minutos atrás, RicW disse:

Um detalhe que não mencionei no review: minha mãe mora em Foz do Iguaçu, PR, fronteira com o Paraguai. Teve um dia que atravessamos a ponte da amizade e, quando nos afastamos uns 100 metros da alfândega Paraguai adentro, o Apple Maps começou a funcionar! O ícone apareceu e a navegação ficou disponível. O telefone continuava conectado à rede da VIVO no Brasil... No retorno, ao voltar pro Brasil a navegação "congelou" pouco após passar a fronteira, e ficou assim até desligar o carro. Ao ligar novamente, no Brasil, nem sinal do ícone do Maps. Aparentemente, a restrição é geográfica mesmo. Achei ridículo.

Abraço

A restrição é geográfica, entretanto o Apple Maps é uma porcaria, O Waze e Google Maps serão liberados em breve, aí termina esta função.

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Belo review meu caro@ricw , desde que comecei a andar só de fit me bate uma saudade do golf, mas me recuso a pagar o valor do novo, e tampouco do cruze e afins, vou andar só de carro usado daqui pra frente, meu dinheiro não da em árvore.
Também ando com raiva do iPhone, desde que atualizaram pra versão 11.4 meu celular mói bateria, desligo quase tudo pra , mas rola direto de perder 100% da bateria em até uma hora de uso, troquei meu Motorola x2 por ele por tb ter problemas na bateria e Apple agora me faz dessas , fora isso que o Pioneer f80tv além de não ter Waze ainda trava com o iPhone pra caramba.


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@RicW,

Medonho esse seu relato com fotos.....Contra "fotos" não há argumentos. Se levar esse Cruze em qualquer latoeiro, o camarada não vai acreditar e vai dizer que esse carro sofreu algum abalroamento ou engavetamento. Já não basta aquelas soldas de bicicleta Monareta do Civic, agora isso!

Já teclei e repito, a tendência é cada vez diminuir a qualidade tanto de mão de obra e de materiais. Com grande redução de custos e preços lá em cima. E não pensem que pagando caro pelo carro  é certeza de qualidade. Peguemos os primeiros Golf's e atuais, tanto 1.4 e 2.0. Existem diferenças em algum canto escondido para redução de custo.  Posso estar enganado, mas no review recente do cabeça de cotonete(Bob Sharp) não me lembro de qual carro. Ele cita a redução do diâmetro dos discos de freios dianteiros.

Já a Tiguan de entrada as portas dianteiras(que deferiam ser iguais as do Golf), já tem diferença de material(tonalidade/qualidade e textura).

Enfim, é capação de todos os lados. Daqui uma década quero ver neguinho, ficar igual os Fiateiros(donos de Stilo), chorando as pitangas  o quão maravilhoso e gostoso era o habitáculo do Golf. Podem até continuar seguindo as gerações, mas se atentem que vão ter que desembolsar um furgão da Brinks recheado de cascalho na compra.

 

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RicW, eu testei muito bem testado esse carro, e concordo com as tuas impressões em muitos aspectos da experiência de condução. O câmbio perde feio para VW em acerto, não possui um escalonamento que aproveite bem as 6 marchas e o bom torque do 1.4T. E isso fatalmente compromete a impressão que se tem do motor. Sobre a suspensão, tive exatamente a mesma impressão: é ultra macia e silenciosa, só acrescento que é até de mais, tirando um tanto da sensação de comunicação com o solo em que se está trafegando, e tornando o carro meio "bambo" em curvas. O hatch é um pouco melhor de acerto de suspensão.

Quanto ao interior, não tive tempo de reparar em tudo que tu reparou, mas é evidente que nem se compara a um Golf... resumindo, é outra atmosfera.

Abraço

 

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Meu pai tem um ltz2. Logo que ele comprou testei bastante e fiquei bastante triste. A qualidade de construção da geração anterior era melhor, assim como o espaço traseiro e multilink. O cruze ideal seria a carroceria da última safra da geração anterior com o powertrain atual. Faltou vc pegar/apertar o teto com a mão. Vai te chocar ver q ele é solto e tem vão por cima como em um celta. O painel das portas dianteira na ligação com a alça e porta revistas tem um gap de mais de 2mm. Em geral Ele está mais bonito aos olhos, com um motor decente em desempenho e consumo mas para entregar isso no preço q entrega no Brasil, teve que empobrecer nesses pontos...

Ps. Capô com vareta, step fino, sem pisca no retrovisor, direção anestesiada que se traduz numa dinâmica meio morta. Rolagem de carroceria também é bem maior que no golf, tanto lateral como longitudinal. O desempenho é o ponto alto mesmo. Em uma puxada até 180 ele vem de meio a 2 carros atrás.

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Um tapa nas costas dos bancos traseiros do Golf, já dá para se ter uma ideia da sua elevada qualidade construtiva: é rígido, é firme. O mesmo vale para o tapete do porta-malas: leve e sólido, mais parece um escudo. Não se trata de uma questão de capricho apenas. Detalhes que fazem uma diferença enorme para os meus hábitos “meio” trogloditas. Porque se formos colocar páreo a páreo, Golf e Cruze, o custo de fabricaçao do Golf é evidentemente mais elevado. Gosto do design do Cruze, mas a real é que me recorda bastante o Kinder Ovo: sabe-se lá quais surpresas ele guarda em suas entranhas....

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Achei!

 

Durante a semana (mais precisamente 8 dias) que meu Golf ficou internado esperando o transplante de alternador, acabei alugando um up! modelo de entrada (acho que é Take up! Que chama), com o kit dignidade: A/C, direção assistida, vidro e trava elétricos e só.

Vamos às coisas boas e não tão boas assim, começando pelas boas.

Acabamento: muita gente fala mal da chapa de metal aparente nas portas do carrinho, eu pra ser honesto acho até que dá um charme, mas em dias quentes queima o braço, risos. O fato é que o up tem um acabamento acima da média do segmento. Digo isso porque já dirigi Ka, HB20, Fiesta e Gol e posso dizer que os plásticos, os encaixes e a qualidade de montagem empregada no up estão bem acima desses modelos citados. Em especial o painel, um plástico rígido bastante sólido, lembrando bastante a qualidade dos plásticos do Civic. Levando em consideração que a unidade tinha > 18 mil km e nenhum ruído de acabamento, pra mim está aprovado.

Os tecidos dos bancos (e aqui um a parte: só eles têm tecido. Nada de forração nas portas) são simples mas funcionais. Cinza claro com algumas pitadas de branco e cinza escuro pra quebrar um pouco a monotonia. Saudades dos carros dos anos 90 que abusavam das cores nos revestimentos.

Daí vamos para o porta-malas e vem a primeira decepção: lata aparente. No máximo um pedaço de carpete mulambento pra cobrir o estepe. Nesse canto do carro parece que acabou todo o dinheiro do projeto no acabamento interno e tiveram que improvisar pra ficar menos pior. Pelo menos tem iluminação interna e abertura elétrica.

Grata surpresa foi saber que nessa configuração ele já vem com regulagem de altura do banco (motorista) e coluna da direção, somente altura. Nesse aspecto achei a posição ideal de dirigir muito fácil de ser encontrada, tendo a alavanca de marchas sempre próxima para mudanças rápidas. Outra solução interessante é o limpador de parabrisa com intermitência indexada à velocidade, quão rápido vc anda maior as passadas, até param quando se para o carro, retomando assim que se começa a rodar novamente. E o traseiro também tem a função de ser acionado em marcha ré se os dianteiros estiverem funcionando.

Os bancos dianteiros, aliás, vestiram muito bem se não fosse por um detalhe: o encosto estilo tábua de passar roupas. Ele é reto, inteiriço e com quase nenhum apoio lombar ou lateral. Dirigir por mais de 1h torna-se cansativo, mesmo com os pedais sendo bastante macios.

Sobre economia: não tenho como dizer se é ou não econômico pois recebi o carro com álcool, rodei 1 semana e abasteci ontem novamente com álcool. Esse modelo não tem computador de bordo, então a média na bomba deu 9,3 km/l. Considerando que eu rodei cerca de 350 km e com ar ligado na maior parte do tempo sem me preocupar tanto com a economia, achei o consumo OK.

Falando em painel, achei a escolha do cluster bem interessante, inclusive a cor vermelha contrastando com um semi-circulo acinzentado. Mas ele só tem velocímetro e um display digital que marca quilometragem, nível de combustível, hodômetro (total e 1 parcial) e a hora ou a temperatura do motor em digital. É "ou" mesmo pois vc tem que escolher apertando o botão de zerar repetidas vezes pra ver uma dessas informações.

 

Vamos às partes não tão legais...

Além dos bancos que cansam, também não gostei: botões dos vidros e travas sem iluminação, a noite me peguei tendo que acender a luz interna pra poder encontrar o botão da trava. A chave é canivete mas não tem nenhum botão. Ele tem alarme mas tanto pra abrir quanto pra fechar tem que enfiar a chave no tambor das portas, e se quiser abrir o porta-malas vc primeiro tem de abrir uma das portas. Fazia tanto tempo que eu não realizava essa tarefa que até tinha esquecido que é uma aporrinhação ter que fazer isso sob chuva. Outra coisa que me incomodou foi a coluna A do carro; aquilo não é um ponto-cego, é um latifúndio-cego que quase me fez atropelar um pedestre em uma esquina. Um horror. Também achei chato o rádio só ter 2 alto-falantes e a esfoliação forçada das palmas das mãos pelo volante de plástico áspero.

Coisas que eu adorei: o ar condicionado resfria bem e muito rápido (até mais que o Golf), a ausência de difusores centrais convencionais no painel não quer dizer nada, pois a que tem no topo dá conta do recado. Os faróis iluminam super bem, não precisei usar o farol alto em nenhuma situação. Também gostei bastante do suporte de celular pendurado no painel (apesar da aparência estranha) e há até uma singela porta USB para carrega-lo.

 

Agora vamos falar de motor. Já tive carro 1.0 aspirado e guardava na memória o martírio que era. Mas no caso do up eu não senti falta de força em nenhuma situação. Não tem a mesma vivacidade do motor do Ka, mas anda bem. O problema é a vibração. Meu Deus como vibra esse motor! O bom é que quando liga a ventoinha vc ganha uma massagem!

 

Sobre comportamento dinâmico, ele é bem na mão (como todo VW), não é tão seco ou desconfortável como algumas avaliações indicavam e é bem ágil no trânsito urbano. Mas se pegar estrada, se prepara para uma condução tranquila. Não dá pra fazer milagre acima de 100, 120 km/h. Pra ultrapassar vai ter que ter planejamento e paciência mesmo. Acredito que o up! TSI se dê melhor nesse ambiente.

 

Fiquei bastante impressionado com o up! É um carro frugal que entrega um bom conjunto em uma embalagem compacta, sólida e segura. Até cogito em comprar um (usado) mais pra frente pra ter como segundo carro.

 

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Spoiler

 

                                                                     Garoto de programa travestido de seminarista.

 

 

Quem nunca disse, ou ao menos já pensou; Mulher minha, tem que ser uma leide no trato do dia a dia e uma prostituta entre 04 paredes.

Pois bem caros confrades, o Jetta Highline TSi de 211 cavalos vapor e quase 29kgfm de torque sofre desse mal. Ele é um auto de dupla personalidade, dócil, amigável, um carro puramente familiar. Mas quando instigado e cutucado com bambu curto, desperta os instintos mais primitivos, se transformando em um hot hatch apimentado. Sua aparência, não corresponde à sua verdadeira natureza. Ele tem que ser estudado, esse Voyage é polêmico!

Debaixo do capô "hiberna" um propulsor um tanto quanto desconhecido, passando por muitas vezes desapercebido, talvez a sigla TSi afugenta os incautos.

TSi?

Que raios é isso?.......

Não percam seus preciosos tempo em tentar explicar isso, para quem não se mostra(pelo menos), interesse em aprender, é perda de tempo. Os "expertos" só estão interessado em saber......

.É 2.0?

Uma das primeiras coisas que fiz foi tirar a litragem da mala.....coisa horrível, nunca gostei. Uns mais entendidos ainda; Se é loco! 100 contos, pq não pegastes um Corolla!? Respondo que; "Meu sonho de consumo é um Corolla Altis, mas como ele estava um pouquinho mais caro, fica para uma próxima oportunidade". Ou como o moço que pôs o insulfilm......Cara, ainda fabricam Jetta? Ou ainda quem sabe, um de meus fornecedores; Pq não comprou o Virtus, o sucessor dele?

Durmam com um barulho desses. Meu ouvido não é penico!

 

Mas de nada adianta um belo de um motor com uma transmissão capenga. Aqui existe um matrimônio perfeito. Aqui já dito a exaustão sobre a DSG7, essa DSG6 também comunga da mesma primazia. São farinhas do mesmo saco. Até o mais contumaz batedor de palanca, se dobra perante ela.

Ele é montado em cima da plataforma PQ35, não a tão afamada, dita em prosa e verso MQB. Muito provável, ainda essa semana o New Jetta de as caras na MQB em Terra Brasilis.

Como já me disseram, ou muitos pensam.....Esse sorveteiro é trouxa! Comprar um carro já datado, prestes a mudar de plataforma. Deva que fumou Cannabis estragada. Será mesmo? Aguardemos os capítulos seguintes.

Duas vezes mais, ficar com as portas em garrafa pet, plataforma defasada, do que perder Multilink e DSG. Deixem eu com meu Santanão. Temos que dar o braço a torcer e passar o cetro  ao Virtão marombado. Não que seja um carro ruim, mas do jeito que tenho acompanhado, prefiro o meu Voyajão.

 

Na verdade, eu nem iria escrever nada sobre o Jetta(atual), mas havia prometido. Segue aqui algumas linhas.

 

Depois de quase duas semanas com o carro e quase 5.000Km rodados, ele é tudo aquilo que se encontra na internet. Com seus defeitos e qualidades. Vou aqui relatar como usuário, não tenho conhecimento técnico nenhum.

Para quem ainda  não sabe, possuía um Golf TSi 1.4 DSG Mexicano Confortiline aro 16. Em 33 meses rodei um pouco mais de 109.000Km.

No Jetta, já ganho muitos mimos, deste volante multifuncional, ar digital bi zona, bancos com abas pronunciadas, imitação de  couro/napa(estilo lona de carreteiro)...... da marca Guerra......... é paz na estrada!

Também sensor de chuva, aro 17, controlador de velocidade de cruzeiro, sensor crepuscular e retrovisor interno fotocrômico.

Esse último, o que mais gostei.

Para muitos, possa ser meras banalidades ou algo até imprescindível, mas, para mim grandes novidades.

Apesar de ser um sedã, dentro dele parece que estás a conduzir um hatch. Com desenvoltura, garbo e elegância. Não uma gazela, ou um elefante em uma loja de cristais. Remete em alguns momentos um Golf MK7, salvo exceção alguns detalhes já conhecidos. Já o esmero nas junções, tudo beleza, sem rebarbas. Ele é montando em Puebla - México. O capricho/carinho/esmero segue a risca, igual a grande maioria dos Golf's Mk7. O habitáculo apesar de tudo isso, deixa bem claro e nítido que, você está dentro do Jetta e não do Golf MK7.

Existem alguns materiais que passam a mesma qualidade, mas deixam claro que são, como eu poderia explicar......do tipo, mesmo arroz/safra mas com classificação diferentes. Por exemplo;  A caixa de rodas dianteiras, nota-se que é o mesmo material(emborrachado), só que percebe-se ser de qualidade um tanto quanto inferior. A caixa de rodas traseiras, também são encarpetadas(tipo um veludo a grosso modo), não tão aprimorado e de tão boa qualidade aos empregados nos Golf's MK7. Não saberia informar se estou senil, se realmente é diferente ou fornecedor fez a receita diferente desses materiais.

Apesar da idade, tenho ouvidos de raposa. No Golf o isolamento acústico é bem mais aprimorado. Tenho que levar em conta aqui que, o Jetta é tala 17, já o Golf era 16. Nele se ouvia a zuada de vendo na coluna A, devido ao baixo ruído interno, isso ficava em evidência. Já no Santana tenho ouvido um tom acima essa zuada de vento na coluna A. Outro fator que notei foi que ao cruzar com os bitrens/carretas e afins o deslocamento de vento quando bate na coluna A, formando aquele turbilhão também é mais audível. Tenho que fazer uns testes com umas fitas aqui, vedando certinho para ver se é assim mesmo ou tem algo de errado entre a vedação do parabrisas.

Outra coisa que notei, a princípio pensei que estava doido. Mas, vasculhando na net, encontrei um user com a mesma descoberta. O pedal do freio(em relação ao Golf), ele é mais pronunciado para(sentido do motorista), para frente. Ou seja, em relação ao acelerador ele é mais "alto". Logo na primeira desacelerada e freada, eu notei. Agora, já me acostumei. No Golf, você meio que apoia o calcanhar no assoalho e só gira a ponta do pé para o freio, já no Jetta, vc tem que meio levantar um tiquinho o calcanhar, para pisar no freio. Para quem não tem o hábito de longas viagens, isso deve se tornar um fator um tanto quanto cansativo.

Outro fator, as portas são mais leves. Isso palavras de minha mulher, e é fato. Realmente são. Já tinha notado Não sei se é questão do material pet interno ou estamparias diferentes do Golf MK7. Já o capô é pesado para caramba. creio que torna leve o capô do Golf é o sistema de amortecedor a gás. No Jetta é vareta.

No mais é isso, eu feliz, família feliz e cachorra idem. Bagageiro um verdadeiro latifúndio de 510 litros para levar as tralhas nas viagens nesse lindo rincão Brasileiro.

Fica aqui as minhas sinceras considerações à todos do clube.

Abraçaços.

 

 

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15 horas atrás, Sobrinho disse:

Uma das primeiras coisas que fiz foi tirar a litragem da mala.....coisa horrível, nunca gostei. Uns mais entendidos ainda; Se é loco! 100 contos, pq não pegastes um Corolla!? Respondo que; "Meu sonho de consumo é um Corolla Altis, mas como ele estava um pouquinho mais caro, fica para uma próxima oportunidade".

Tá de "brincation with me"!! Cara que curte Jetta com DSG e Multilink, não pode ter um Corolla Altis como sonho de consumo...

15 horas atrás, Sobrinho disse:

Como já me disseram, ou muitos pensam.....Esse sorveteiro é trouxa! Comprar um carro já datado, prestes a mudar de plataforma. Deva que fumou Cannabis estragada. Será mesmo? Aguardemos os capítulos seguintes.

Duas vezes mais, ficar com as portas em garrafa pet, plataforma defasada, do que perder Multilink e DSG. Deixem eu com meu Santanão. Temos que dar o braço a torcer e passar o cetro  ao Virtão marombado. Não que seja um carro ruim, mas do jeito que tenho acompanhado, prefiro o meu Voyajão.

Não há dúvidas de que o Jetta MK7 será um bom carro, mas tenho que citar duas coisas:

- Design externo do novo Jetta: muuuito americanizado pro meu gosto, prefiro o atual, que é mais "alemão"... mas aqui cabe a ressalva de que gosto é gosto. Já internamente, creio que o novo seja mais atraente do que o atual.

- DSG e Multilink: Concordo plenamente contigo, e na verdade não sei dizer qual desses dois itens eu valorizaria mais... muitos vão dizer sem nem pensar: "claro, que é o DSG!"... mas eu dou muito valor pra suspensão traseira independente do Jetta atual... muito mesmo.. é o que faz dele o sedan da categoria com a melhor dinâmica, tornando-o parecido em impressões com o próprio Golf, como tu mesmo disse. E esse papo que só sente-se a diferença da Multilink em condução ultra esportiva, em pista, etc, é balela pra vender os carros com eixo de torção. NÃO TEM COMPARAÇÃO.

Eu já penso em ficar com o meu Jetta o tempo que for necessário, até conseguir pegar um carro que tenha uma suspensão e um câmbio, no mínimo, iguais aos equipamentos que eu tenho hoje... e de preferência melhores... mas não piores. E segundo consta, o novo Jetta Comfortline 1.4T não é esse carro.. pelo menos não nesse primeiro momento. E isso que o câmbio do meu não é o DSG.

No mais, parabéns pelo carro, como já disse, eu penso que tu fez uma excelente compra, e valeu pelo review também.

Abraço.

Editado por CaUtz

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1 hora atrás, CaUtz disse:

Tá de "brincation with me"!! Cara que curte Jetta com DSG e Multilink, não pode ter um Corolla Altis como sonho de consumo...

Não há dúvidas de que o Jetta MK7 será um bom carro, mas tenho que citar duas coisas:

- Design externo do novo Jetta: muuuito americanizado pro meu gosto, prefiro o atual, que é mais "alemão"... mas aqui cabe a ressalva de que gosto é gosto. Já internamente, creio que o novo seja mais atraente do que o atual.

- DSG e Multilink: Concordo plenamente contigo, e na verdade não sei dizer qual desses dois itens eu valorizaria mais... muitos vão dizer sem nem pensar: "claro, que é o DSG!"... mas eu dou muito valor pra suspensão traseira independente do Jetta atual... muito mesmo.. é o que faz dele o sedan da categoria com a melhor dinâmica, tornando-o parecido em impressões com o próprio Golf, como tu mesmo disse. E esse papo que só sente-se a diferença da Multilink em condução ultra esportiva, em pista, etc, é balela pra vender os carros com eixo de torção. NÃO TEM COMPARAÇÃO.

Eu já penso em ficar com o meu Jetta o tempo que for necessário, até conseguir pegar um carro que tenha uma suspensão e um câmbio, no mínimo, iguais aos equipamentos que eu tenho hoje... e de preferência melhores... mas não piores. E segundo consta, o novo Jetta Comfortline 1.4T não é esse carro.. pelo menos não nesse primeiro momento. E isso que o câmbio do meu não é o DSG.

No mais, parabéns pelo carro, como já disse, eu penso que tu fez uma excelente compra, e valeu pelo review também.

Abraço.

 

Fala @CaUtz

Vc é fera nesses temas. Concordo contigo e vou além, o Jetta e ótimo de handling, igual ao Golf. Claro, que as abas dos bancos e o pneu de perfil 17 tem grande contribuição à isso. Coisas que no meu finado Golf não tinha.

A questão da multilink concordo contigo, se o projeto é mais aprimorado, trabalha independentemente, ela tem que ser superior, quer queira ou não. Claro que uma Variant ou um Golf hatch, sem esse sistema não vai ser o fim do mundo, até pq, existe como calibrar a suspensão. Agora, que em determinadas vezes e horas ela é superior, é sim. E como vc bem frisou, não precisa estar a milhão.

Vou contar uma passagem aqui em relação aos pneus de perfil 17. Ele tem o seu ônus e bônus. Tem sido minha 1ª experiência com esse aro. Os pneus que vieram nele são os Bridgestone. Na verdade não é a suspensão do Jetta que é dura, são nossos pavimentos que é uma bosta! A suspensão dele é firme tal qual o Golf. Pode sentar a bota, entradas e saídas de curva sem medo, nem cócegas faz. Freadas bruscas e desvios de trajetórias, dentro e fora de curvas idem. O DNA Alemão se faz presente. 

Curioso também é que não precisa ser adulto e vacinado para notar tal diferença em determinadas situações. Cito aqui, um trecho de uns 30Km + ou -, trecho esse com muitos remendos/ressaltos/caroços. A primeira vez que passei com o Jetta meu filho disse; Nossa pai, esse carro balanga menos. Meu piá irá fazer 11 anos mês que vem, pelo visto já tá aprendendo a diferenciar as coisas. Dizem que os frutos não caem muito longe do pé, esse aí saiu dos meus bagos. rsrsrsrsrs.

Abraçaço.

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Em 19/09/2018 at 2:10 PM, Sobrinho disse:

 

Fala @CaUtz

Vc é fera nesses temas. Concordo contigo e vou além, o Jetta e ótimo de handling, igual ao Golf. Claro, que as abas dos bancos e o pneu de perfil 17 tem grande contribuição à isso. Coisas que no meu finado Golf não tinha.

A questão da multilink concordo contigo, se o projeto é mais aprimorado, trabalha independentemente, ela tem que ser superior, quer queira ou não. Claro que uma Variant ou um Golf hatch, sem esse sistema não vai ser o fim do mundo, até pq, existe como calibrar a suspensão. Agora, que em determinadas vezes e horas ela é superior, é sim. E como vc bem frisou, não precisa estar a milhão.

Vou contar uma passagem aqui em relação aos pneus de perfil 17. Ele tem o seu ônus e bônus. Tem sido minha 1ª experiência com esse aro. Os pneus que vieram nele são os Bridgestone. Na verdade não é a suspensão do Jetta que é dura, são nossos pavimentos que é uma bosta! A suspensão dele é firme tal qual o Golf. Pode sentar a bota, entradas e saídas de curva sem medo, nem cócegas faz. Freadas bruscas e desvios de trajetórias, dentro e fora de curvas idem. O DNA Alemão se faz presente. 

Curioso também é que não precisa ser adulto e vacinado para notar tal diferença em determinadas situações. Cito aqui, um trecho de uns 30Km + ou -, trecho esse com muitos remendos/ressaltos/caroços. A primeira vez que passei com o Jetta meu filho disse; Nossa pai, esse carro balanga menos. Meu piá irá fazer 11 anos mês que vem, pelo visto já tá aprendendo a diferenciar as coisas. Dizem que os frutos não caem muito longe do pé, esse aí saiu dos meus bagos. rsrsrsrsrs.

Abraçaço.

Fala, Sobrinho, 

Cara, comigo ocorreu o contrário, eu saí de um aro 17 e perfil mais baixo no Golf, pra entrar num aro 16 no Jetta. Aí, é claro que o Jetta passa a impressão de ser um pouco mais macio. Mas o que é incrível é que praticamente não percebe-se um diferença notável de dinâmica a favor do Golf.... a única coisa que eu tive a impressão é que o XDS atua mais no Golf, parece que a calibragem é um pouco mais ativa. Tipo, sabe aquelas conversões de rua que a gente faz como se fosse uma curva mais fechada? no Golf eu ouvia muito as cantadinhas de pneu e o carro sendo puxado pra dentro da curva (delícia!). A minha mulher até se assustava... Já no Jetta, parece que a calibragem é feita pra passar um feeling mais neutro, menos responsivo, porém igualmente seguro e eficiente.

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8 minutos atrás, CaUtz disse:

Fala, Sobrinho, 

Cara, comigo ocorreu o contrário, eu saí de um aro 17 e perfil mais baixo no Golf, pra entrar num aro 16 no Jetta. Aí, é claro que o Jetta passa a impressão de ser um pouco mais macio. Mas o que é incrível é que praticamente não percebe-se um diferença notável de dinâmica a favor do Golf.... a única coisa que eu tive a impressão é que o XDS atua mais no Golf, parece que a calibragem é um pouco mais ativa. Tipo, sabe aquelas conversões de rua que a gente faz como se fosse uma curva mais fechada? no Golf eu ouvia muito as cantadinhas de pneu e o carro sendo puxado pra dentro da curva (delícia!). A minha mulher até se assustava... Já no Jetta, parece que a calibragem é feita pra passar um feeling mais neutro, menos responsivo, porém igualmente seguro e eficiente.

@CaUtz

Perfeito sua colocação, também noto isso no Jetta. As sopas de letrinhas são um tiquinho menos intrusivas. Não que no Golf eram em demasia, longe disso. Pois existem determinados sistemas em outras marcas e modelos de carros que amarram o carro e ofuscam um pouco o desempenho. Não é o caso do Golf, muito menos do Jetta. A Golf Variant, segundo a teoria, ela é mais "cobra" para serpentear curvas do que o Golf Hatch.

Vc deduz que a carroceria(Jetta) pode interferir e influenciar  um tiquinho nesse tema de sopas de letrinhas, ou nada a ver?

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3 minutos atrás, Sobrinho disse:

@CaUtz

Perfeito sua colocação, também noto isso no Jetta. As sopas de letrinhas são um tiquinho menos intrusivas. Não que no Golf eram em demasia, longe disso. Pois existem determinados sistemas em outras marcas e modelos de carros que amarram o carro e ofuscam um pouco o desempenho. Não é o caso do Golf, muito menos do Jetta. A Golf Variant, segundo a teoria, ela é mais "cobra" para serpentear curvas do que o Golf Hatch.

Vc deduz que a carroceria(Jetta) pode interferir e influenciar  um tiquinho nesse tema de sopas de letrinhas, ou nada a ver?

O que dizem é que os sedans têm uma aerodinâmica melhor do que a dos hatches, mas isso influencia mais em velocidade e consumo.

E no caso do XDS que eu citei, tendo a impressão de ser mais intrusivo no Golf, essa maior "intrusão" pode ser proposital pra deixar o carro mais "nervoso" na tocada. É diferente de um ESP intrusivo, por exemplo, que pode podar o desempenho do carro em nome da segurança.

Agora, nos dois Jettas que eu tive, pra entrar controle de tração ou o de estabilidade, tem que ser meio "facão" no volante, mesmo, porque eles custam pra atuar. E no Golf não é diferente.

Vou deixar um link que eu achei outro dia para o site da VW na Inglaterra, que fala sobre a tecnologia XDS:

https://www.volkswagen.co.uk/technology/braking-and-stability-systems/xds

Boa leitura.

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10 minutos atrás, CaUtz disse:

O que dizem é que os sedans têm uma aerodinâmica melhor do que a dos hatches,

Pegando um gancho aqui. Sempre tive hatch, dias desses peguei uma chuvarada, aquelas que os pés de eucaliptos rodam ao sabor do vento igual sombrinha rsrsrsrs.

Essas primeiras chuvas são muitos torrenciais, tipo aquelas que ficam tudo branco à frente com fortes trovoadas e rajadas de vento. Quando olho pelo retrovisor interno e vejo o vidro traseiro mais seco do que língua de papagaio. Isso tudo fruto da fluidez do vento junto ao design da carroceria, contribuindo para não formar aquele turbilhão de arrasto de vento na traseira. Conhecia isso na teoria, na prática foi um tanto quanto inusitado e curioso.

Abraçaço.

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Em 13/07/2018 at 4:38 PM, Sobrinho disse:

@RicW,

Medonho esse seu relato com fotos.....Contra "fotos" não há argumentos. Se levar esse Cruze em qualquer latoeiro, o camarada não vai acreditar e vai dizer que esse carro sofreu algum abalroamento ou engavetamento. Já não basta aquelas soldas de bicicleta Monareta do Civic, agora isso!

Já teclei e repito, a tendência é cada vez diminuir a qualidade tanto de mão de obra e de materiais. Com grande redução de custos e preços lá em cima. E não pensem que pagando caro pelo carro  é certeza de qualidade. Peguemos os primeiros Golf's e atuais, tanto 1.4 e 2.0. Existem diferenças em algum canto escondido para redução de custo.  Posso estar enganado, mas no review recente do cabeça de cotonete(Bob Sharp) não me lembro de qual carro. Ele cita a redução do diâmetro dos discos de freios dianteiros.

Já a Tiguan de entrada as portas dianteiras(que deferiam ser iguais as do Golf), já tem diferença de material(tonalidade/qualidade e textura).

Enfim, é capação de todos os lados. Daqui uma década quero ver neguinho, ficar igual os Fiateiros(donos de Stilo), chorando as pitangas  o quão maravilhoso e gostoso era o habitáculo do Golf. Podem até continuar seguindo as gerações, mas se atentem que vão ter que desembolsar um furgão da Brinks recheado de cascalho na compra.

 

Também percebo isso em vários modelos... está piorando e muito.

Tive a oportunidade de dirigir um Corolla 2018 e pra minha surpresa também teve uma piora no acabamento, em relação ao 2014... não gostei dos difusores de ar redondos, tipo"Gol G4" o painel tem uma iluminação azul que me lembrou o meu Nokia 2220 lá de 2002. 

Mas voltando ao título deste tópico eu me cinto bem dirigindo quase todos os carros, independente da motorização ou acabamento, desde que estes estejam com a mecânica em dia e principalmente "alinhados", ou seja, com a direção, suspensão e rodas em perfeitas condições  !

Gostava de dirigir o Corcel 1 GT do meu sogro, lá em 2003 quando estava namorando minha atual esposa !

Gostava também de dirigir o Chevette 84 da minha mãe, com tração traseira... nos dias de chuva eu entrava "de lado" nas esquinas com  paralelepípedo liso ! rsrsrs

 

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E lançaram o novo jetta 2019, só saiu versão 1.4 turbo e comfortline começando em 110 mil, e o povo reclamando que o civic turbo era absurdo por 120 mil!

Numa boa, está insano esse aumento de carros, nenhum salário aumentou tanto pra bancar isso.

Fora que cortaram o motor 2.0 tsi que era o melhor da geração anterior.

 

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9 horas atrás, sighup disse:

E lançaram o novo jetta 2019, só saiu versão 1.4 turbo e comfortline começando em 110 mil, e o povo reclamando que o civic turbo era absurdo por 120 mil!

Numa boa, está insano esse aumento de carros, nenhum salário aumentou tanto pra bancar isso.

Fora que cortaram o motor 2.0 tsi que era o melhor da geração anterior.

 

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o problema é que no momento eles culpam a alta do dólar ( parece sensato imaginando que é um carro importado, tem as commodities etc ), mas passando a eleição a tendência é que o dólar caia um pouco e quem sabe até mais dependendo do próximo presidente. 
Mas os preços dos carros não costuma cair, e sobe de forma vertiginosa... 
O brasileiro se acostuma a pagar e vai pagando aí os fabricantes não veem motivo para redução. 

Realmente não tenho ideia onde iremos parar...não consigo aplicar reajustes em meus produtos da forma que os fabricantes o fazem...
Creio que em 2035 estarei andando em Fiat Mobi 2019 pois será o que consegui comprar com o valor de um Golf GTI 2015.

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