• 0
Entre para seguir isso  
Bereba

VW mata o GTI e põe fim ao Golf brasileiro

Pergunta

Exclusivo: VW mata o GTI e põe fim ao Golf brasileiro. GTE é o substituto

Fonte de QUATRO RODAS afirma que fabricante não voltará a fazer hatch no país. Marca reconhece paralisação, mas não fala em encerramento

Por Péricles Malheiros
access_time9 ago 2019, 18h02
chat_bubble_outlinemore_horiz
golf-gte-2-e1565379276808.jpg?quality=70
 A Volkswagen confirma que o GTE chega entre outubro e dezembro, mas nega que vem para substituir o GTI

A Volkswagen confirma que o GTE chega entre outubro e dezembro, mas nega que vem para substituir o GTI (Divulgação/Volkswagen)

 
PUBLICIDADE

A Volkswagen promoveu um workshop para a imprensa especializada para falar sobre híbridos e elétricos.

Na sala onde a Engenharia discorreu sobre o plano de eletrificação da marca, um Golf GTE branco para ilustrar o bate papo técnico – afinal, ele utiliza dois motores, um elétrico e um a gasolina.

O hatch médio também estava lá para reforçar o período de chegada às concessionárias: entre outubro e dezembro.

Apesar de a Volkswagen afirmar que o Golf GTI segue em produção no Brasil – paralisada por um tempo para estabelecimento da linha de produção do T-Cross –, uma fonte ligada à fábrica de São José dos Pinhais (PR) garante:

“Parou de fabricar e não volta mais, assim como as versões 1.0 e 1.4. A linha de produção do Golf brasileiro não existe mais.”

Volkswagen Golf GTI
 
 GTI não é mais produzido no Paraná

GTI não é mais produzido no Paraná (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Consultada, a marca reafirmou que a paralisação foi realizada em caráter temporário e que a comercialização do GTI segue normal, especialmente porque ainda há unidades já fabricadas em estoque para abastecer a rede por algum tempo.

O plano, então, seria reconhecer a aposentadoria do GTI simultaneamente ao início das vendas justamente do GTE, cujos conteúdo e números de aceleração, retomada e frenagem são parecidos.

Nos testes de QUATRO RODAS, o GTI acelerou de 0 a 100 km/h em 6,7 segundos. A do GTE, de acordo com a Volks, é de 7,6 segundos.

golf-gte-3-e1565379511315.jpg?quality=70
 GTE exibe o visual do último facelift da sétima geração do Golf

GTE exibe o visual do último facelift da sétima geração do Golf (Divulgação/Volkswagen)

Vale lembrar que a marca já lançou no Brasil o também esportivo Jetta GLI e já programa a estreia dos festejados Polo e Virtus GTS. Mas voltemos ao Golf GTE.

Com a oitava geração do Golf prestes a ser lançada comercialmente na Europa – inicialmente apenas nas versões mais simples, de maior volume –, a GTE tende a demorar um pouco mais para surgir.

Ou seja, é provável que, por um tempo, o GTE de sétima geração seja o único Golf a ser vendido no Brasil. Ao menos até que o de oitava, lá na frente, comece a ser importado.

 

golf-gte-13-e1565379601951.jpg?quality=7
 
 GTE tem três embreagens: duas na caixa DSG, para mudança de marchas, e uma para acoplar e desacoplar o motor elétrico à transmissão

GTE tem três embreagens: duas na caixa DSG, para mudança de marchas, e uma para acoplar e desacoplar o motor elétrico à transmissão (Divulgação/Volkswagen)

O Golf GTE é um pouco diferente do Prius, o híbrido mais vendido em nosso mercado.

As baterias que alimentam o motor de tração são, assim como no Prius, carregadas pelo motor a combustão e pelo sistema regenerativo que converte a energia cinética das frenagens em elétrica.

Mas no GTE há ainda um terceiro modo da energia elétrica chegar às baterias: um conector (escondido atrás do escudo VW, na grade) permite o carregamento plugado em tomadas comuns, de 220 volts.

Daí o nome híbrido plug in. Uma carga completa é obtida em 2 horas e 45 minutos.

golf-gte-7.jpg?quality=70&strip=info&w=1
 A gente ainda não conheceu alguém que desgoste destes bancos com tecido xadrez. Herança do GTI

A gente ainda não conheceu alguém que desgoste destes bancos com tecido xadrez. Herança do GTI (Divulgação/Volkswagen)

A grande vantagem da recarga na tomada está no preço, afinal a energia elétrica residencial é mais barata do que a obtida por meio do funcionamento do motor a gasolina.

E some à questão econômica o fator ecológico: energia elétrica é menos poluente do que a obtida por meio de queima de combustível fóssil – os moradores de Fernando de Noronha estão aí para atestar.

golf-gte-22.jpg?quality=70&strip=info&w= Quadro de instrumentos será digital, mas com gráficos exclusivos, para apresentação do sistema híbrido

Quadro de instrumentos será digital, mas com gráficos exclusivos, para apresentação do sistema híbrido (Divulgação/Volkswagen)

Outro pulo do gato do Golf GTE está na autonomia da bateria que, segundo a Volkswagen, é de 50 km. Ou seja, uma quilometragem suficiente para uso no modo 100% elétrico de boa parte da população dos grandes centros.

golf-gte-10.jpg?quality=70&strip=info&w= No cofre, dois motores: o já conhecido 1.4 TSI de 150 cv e um elétrico de 102 cv. A potência combinada disponível é de 204 cv

No cofre, dois motores: o já conhecido 1.4 TSI de 150 cv e um elétrico de 102 cv. A potência combinada disponível é de 204 cv (Divulgação/Volkswagen)

O motor a gasolina é o 1.4 TSI, turbo, de 150 cv, similar ao aplicado em outros modelos da marca, como Tiguan, Jetta, T-Cross e, em breve, no Polo e no Virtus GTS.

O motor elétrico, por sua vez, rende 102 cv, gerando uma potência final combinada de 204 cv – o Golf GTI 2.0 TSI se despede de nós com 230 cv.

golf-gte-1-e1565380835705.jpg?quality=70 Conector para “abastecimento” das baterias em rede doméstica ou estação de recarga, ambas de 220 V

Conector para “abastecimento” das baterias em rede doméstica ou estação de recarga, ambas de 220 V (Divulgação/Volkswagen)

A troca do GTI pelo GTE é o primeiro passo da Volkswagen para a eletrificação de seus produtos na América Latina. A estratégia inclui ainda outros cinco lançamentos, entre híbridos e elétricos, até 2023.

Veja também

Quando perguntada se a Volkswagen pretende seguir o mesmo caminho da Toyota, que está prestes a lançar a nova geração do Corolla unindo as tecnologias híbrida e flex, a resposta é sempre evasiva.

Mas num bate papo com o Presidente da Volkswagen na América do Sul, Pablo Di Si, surgiu uma pista: “É um caminho possível, sim”, disse.

golf-gte-20-e1565381528645.jpg?quality=7 Se o futuro é a eletrificação, vá se acostumando: a sigla GTI será carro de puristas. Se é que ainda existirá…

Se o futuro é a eletrificação, vá se acostumando: a sigla GTI será carro de puristas. Se é que ainda existirá… (Divulgação/Volkswagen)


https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/exclusivo-vw-mata-o-gti-e-poe-fim-ao-golf-brasileiro-gte-e-o-substituto/

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

0 respostass a esta questão

Recommended Posts

Até agora não há respostas para essa pergunta

Visitante
Responder esta pergunta...

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.

Processando...
Entre para seguir isso  

  • Conteúdo Similar

    • Por Fransergio
      Prezados, 
       
      Boa Noite, 
       
      vamos lá, estou finalizando a compra de Um GTi 2014/2015, porém muito empolgado nesta semana, até descobrir este fórum, que vi que já muitas pessoas sábias e cultas referente ao Golf GTI 
       
      Queria a opinião de vocês, sobre a mecânica do carro, vi alguns relatos de que, a quebra de turbina, outros quebra de câmbio, porém hoje mesmo já fiquei com um p#ta receio, até porque, minha ideia é já levar o carro para o pessoal da armada ou Lemans, para chegar com o carro no Stage2, pois este golf é original, E então, tenho este receio sobre quebra, 
       
      claro, não sou de ficar moendo 24 horas, mas como somos apaixonas por carros, irá rolar altas tretas entre eu e este carro rs, 
       
      Outra dúvida que eu tenho é, qual o valor que gira no mercado para para chegar a configuração acima (Stage2) “em média”
       
      Obs: Vou usar o carro diariamente 70km dia
       
      Obs: Tenho um Jetta 211cv “já vendido praticamente”
       
      obs: galera, me desculpa minha inocência, sou cru mesmo, por isso estou pedindo ajuda, 
       
      sei que todo carro quebra, até estou com ideia de comprar um carro de uns 10k para não usar ele ”GTI”no trajeto do trabalho 
       
      Quem puder me ajudar aí, 
       
      abs a todos 
    • Por Gti tungstênio
      Fala pessoal, tudo bem? Então, acabei de sair da CSS, com realização de substituição das molas traseiras, o recall mais atual. Acompanhei o serviço e ao término e saída com o veículo, me deparei com a total faltade estabilidade do mesmo a ponto de quase perder o controle do carro. Isso foi devido a substituição das molas antigas? O veículo em questão é um Gti mexicano 2015. Até a entrada na Css estava normal e estável. Alguém pode me dar uma luz? 
    • Por jckblck
      Caros,
      Fiquei com esta dúvida e vim aqui postar para ver se isso é possível.
      No Jetta Comfortline MK7 (18/19) existem 2 USBs, um embaixo do som perto da alavanca de câmbio, que funciona tanto para carregar energia quanto se comunicar com o rádio para ouvir música via PenDrive ou usar CarPlay com iPhone.
      E o outro usb está localizado dentro do apoio de braço, entretanto este funciona somente para carregar energia.
      A minha grande questão é: Seria possível transformar este USB que está embaixo do apoio de braço num USB que lê PenDrives para música? Minha ideia era colocar um SSD Externo com músicas lá se for viável.
      Caso seja um belo trabalho e/ou caro acho que a melhor opção seria investir num cartão SD de 512GB (sim tenho muitas músicas).
      Abs!
    • Por Bereba
      VOLKSWAGEN GOLF GTE HÍBRIDO CHEGA EM NOVEMBRO, MAS O GTI NACIONAL SAI DE LINHA
      Hatch médio esportivo ainda tem um lote à venda, porém deixou de ser feito no Paraná
      por REDAÇÃO AUTOESPORTE
        Compartilhar             Assine já! 26/09/2019 15h13 - atualizado às 15h13 em 26/09/2019 GOLF GTE TEM IMAGEM ESPORTIVA (FOTO: DIVULGAÇÃO) A Volkswagen afirmou que traria o Golf GTE há quase dois anos. E nada do esportivo híbrido desembarcar no Brasil. Finalmente, a data de chegada foi confirmada para novembro deste ano. E o preço será superior ao do Golf GTi (R$ 151.300). Falando nele, não temos uma boa notícia. O fabricante aproveitou a ocasião para confirmar o final do hatch nacional.
      E o futuro do GTE também está um pouco enevoado, uma vez que essa geração do Golf já tem data para terminar na Europa. Será o último lampejo do híbrido plug-in. 
      O Volkswagen Golf GTI era a última versão do carro médio produzida em São José dos Pinhais, Paraná. A marca confirmou oficialmente que o esportivo deixou de ser fabricado no Brasil. A configuração seguiu o caminho dos Golf 1.0 e 1.4 TSI, que passaram por uma reestilização, mas logo foram descontinuados.
      GOLF GTI 2.0 PRATICAMENTE SUMIU DAS CONCESSIONÁRIAS (FOTO: LEO SPOSITO/AUTOESPORTE) O fabricante afirmou que ainda há um lote do carro nas concessionárias. Porém, Autoesporteentrou em contato com algumas lojas e descobriu que há pouquíssimas unidades. Caso você queira adotar um dos últimos Golf GTI, será necessário procurá-lo com uma lupa. 
      Uma lojista afirmou que tem apenas uma unidade à venda. O carro não tem teto solar e está disponível por R$ 144 mil. A nossa impressão é de que o preço poderia baixar mais ainda.
      Na média geral, não há previsão para a chegada de novos GTi. Outro afirmou que não recebe o Golf desde março deste ano. A própria VW diz que não faz o carro há dois meses.
      SAIBA MAIS FLAGRA: NOVO VOLKSWAGEN GOLF GTE É FOTOGRAFADO EM TESTES NO BRASIL COMPARATIVO QUENTE: COMO SE SAIU O GOLF GTI VERSUS O HONDA CIVIC SI FUTURO VERDE: O GOLF GTE SERÁ O PRIMEIRO DE SEIS ELETRIFICADOS Equipado com o motor EA888 2.0 TSI de 230 cv e 35,7 kgfm de torque a apenas 1.500 rpm, o Golf foi um dos carros mais rápidos do Brasil em sua classe. A arrancada até os 100 km/h leva 6,3 segundos.
      Há uma nota esperançosa nessa despedida. De acordo com apuração exclusiva da Autoesporte, o Golf GTI pode voltar como importado nos próximos anos. Já tiramos o disfarce do carro, confira como ficará o modelo.
      Além disso, o Polo GTS pode ser a alternativa aos que desejam um hatch esportivo da VW. Ele foi confirmado para o início do ano que vem. Equipado sempre com o motor 1.4 TSI de 150 cv e 25,5 kgfm, o hatch compacto vitaminado tem sempre câmbio automático de seis marchas, mas a caixa recebeu outro ajuste para garantir arrancadas e retomadas mais ágeis, conforme antecipamos. 
      Golf GTE
      A verdade é que nem mesmo a matriz alemã não está mais se dedicando ao Golf de sétima geração. Toda a atenção deles está voltada para a nova encarnação da família de médios, uma turma que inclui ainda variantes como perua e minivan.
      Para ocupar temporariamente a vaga do GTI, o GTE também tem ares esportivos, um visual amparado pelo rendimento dos dois motores. O 1.4 entrega 150 cv e 25,5 kgfm (o mesmo ajuste visto nos VW que usam esse mesmo conjunto), enquanto o motor elétrico dá uma força com seus 102 cv e 35,7 kgfm - exatamente o mesmo torque do 2.0 TSI usado no Golf GTI. A potência combinada chega a 204 cv, o que garante zero a 100 km/h em 7,6 segundos.
      O nível de performance fica entre o GTI e o antigo Golf 1.4 TSI. Entretanto, nenhum dos dois alcança a economia do plug-in. Por ter um motor elétrico mais potente do que o de um híbrido convencional, o hatch pode rodar mais tempo na eletricidade por até 50 km. É a chave para fazer um consumo entre 22 km/l e 66 km/l, dependendo do auxílio elétrico (dados oficiais). Tudo com gasolina pura. Resta saber como ele se sairá com o combustível brasileiro.
      https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2019/09/volkswagen-golf-gte-hibrido-chega-em-novembro-mas-o-gti-nacional-sai-de-linha.html