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  1. Nem tinha percebido direito, mas meu veículo está completando os seus 4 anos de trabalho. Na verdade, são 45 meses de convivência. Tudo bem. Estou indo rumo ao 4º aniversário do Golf. Aniversário com felizes e ingratas surpresas. Usando o Golf MK7, nesses 135.000Km, posso afirmar que me acostumei com ele. Depois do problema acontecido com o kit de embreagem fui aconselhado a mudar de veículo, mas insurgi dessa ideia. Tenho percebido que praticamente todos os veículos, em algum momento da sua vida útil, poderão apresentar falhas ou problemas até mais sérios do que este apresentado pelo meu veículo. Alguns problemas podem ser simples de resolver, outros não. Com o Golf isso parece que não vai ser diferente, a não ser pelos custos financeiros que envolvem o seu reparo. Além do mais, eu tenho uma história de mais de 135.000km com o Golf, e ainda não possuo muitos motivos para querer perder isso tudo. Esse post veio para falar sobre o problema que culminou na substituição do kit de embreagem. Como alguns frequentadores mais assíduos do fórum sabem, o Kit de embreagem do meu veículo estava, há um bom tempo, apresentando algumas irregularidades em seu funcionamento. Em resumo: para controlar o torque, em primeira marcha, para manobras de garagem, estava tendo muita dificuldade em virtude de trepidações para a distribuição de força, de tal forma como se o disco de embreagem estivesse escorregando ou patinando. O jogo de paciência para não destruir completamente o sistema de transmissão estava ficando cada vez mais cansativo. Em situações de manobras e/ou arrancadas em aclives, o pesadelo se intensificava. Elevei a utilização do sistema de transmissão até aonde senti que era mister tolerar. Acredito que exista algo errado com o dimensionamento do sistema de embreagem do Golf TSI 1.4L de câmbio manual, mas isso carece de outras evidências e provas mais contundentes, e no momento esse não é o foco desse relatório. Ao menos aqui no DF, já soube de outros 5 casos de embreagem do Golf (manual) que foram prematuramente danificadas. Quando digo “prematuramente” estou me referindo a veículos com menos de 60.000Km de trabalho. Considero essa falta de resistência um fato um tanto quanto curioso para um veículo com as qualidades técnicas e construtivas do Golf MK7, ainda mais quando sabemos que as suas peças de reposição custam verdadeiras fortunas. Alguns mais entendidos podem defender o argumento de imperícia dos outros condutores, mas no meu caso em particular, essa “verdade” é inválida. Meu modo de condução e realidades de trânsitos são adequados para ocorrerem com o menor nível de desgaste, principalmente para os componentes relacionados à transmissão do Golf MK7. Um levantamento preliminar com os ditos “peritos” da área mecânica acenou para uma vida útil média estimada em 100.000Km para os kits de embreagem do Golf MK7 manual, mas não creio que eu seja uma verdadeira a exceção à regra. E vamos aos fatos que interessam: 1 – Dos orçamentos para a mão de obra Realizei 6 orçamentos: 4 em oficinas particulares e 2 em oficinas da rede autorizada da VW. Os valores observados variaram entre R$ 750,00 e R$ 1.500,00. As 2 oficinas autorizadas cobraram valores equivalentes, ou seja, R$ 1.000,00 para a execução do serviço. Os díspares maiores encontrei com os orçamentos das oficinas particulares: o menor custo ficou na casa dos R$ 700,00 e o maior em cerca de R$ 1.500,00. As oficinas credenciadas pediram um prazo de até 2 dias para a execução do serviço, as oficinas particulares solicitaram, em média, até 4 dias para entregar o veículo. As 4 oficinas particulares sugeriram, primeiramente, desmontar todo o sistema que compõe o acoplamento do kit de embreagem para, então, tentar identificar o componente problemático, analisar alguma chance de recuperação e depois encomendar as peças necessárias. Das 2 oficinas autorizadas, apenas1 delas sugeriu a desmontagem antes da encomenda de peças novas. 2 – Do orçamento para as peças Para substituir o Kit de embreagem do Golf, segundo o concessionário autorizado, são necessários os seguintes componentes: Alavanca, Cilindro atuador, Disco de Embreagem (Kit), Fluído de Freio, 12 parafusos do tipo LockType, 1 Pino/Parafuso do Garfo e o rolamento. O orçamento inicial (incluindo a mão de obra ao custo de R$ 1.000,00) alcançava, até então, os R$ 7.097,18 (sete mil e noventa e sete reais e dezoito centavos). Não amigos, vocês não estão tendo uma estafa mental enquanto leem isso. Infelizmente esses são os valores praticados em peças genuínas nos concessionários autorizados. Diante desse cenário realizei uma rápida pesquisa no mercado nacional para tentar encontrar esses componentes em revendedores de peças automotivas, porém não tive muito sucesso. Os valores praticados para as peças originais são exorbitantes e infelizmente ainda não existem as peças paralelas para serem utilizados no Golf MK7. Imaginei que a melhor saída fosse realizar uma importação internacional por conta própria. Sob orientação de amigos tentei encontrar os componentes necessários no mercado americano, mas também não obtive muito sucesso. Parti, então, para o mercado europeu, e até consegui encontrar as peças que eu precisava. Ponderei custos com frete, importação, impostos e taxas alfandegárias e concluí que ficaria um pouco mais em conta, porém, eu teria de realizar o pagamento integralmente à vista. Fiquei ressabiado com questões relacionadas a prazos de envio e outros problemas relacionados ao nosso sistema alfandegário, inclusive o possível (e não incomum) extravio, e desisti de prosseguir com efetivação do processo de importação. Pesquisando um pouco mais encontrei o Kit de Embreagem, da fabricante LUK, em um grande distribuidor de peças automotivas do DF (Comando Auto Peças), porém com o custo semelhante ao comercializado com o concessionário autorizado, ou seja, módicos R$ 3.300,00. Concluí que não valeria a pena. Em face das minhas preocupações em relação aos sensores distribuídos pelas diversas partes do motor, decidi por realizar o serviço com o concessionário autorizado. Obviamente que eu tentaria angariar algum desconto, conversando diretamente com o gerente do concessionário autorizado. Em conversa inicial, o gerente veio a conceder o desconto de 20%, levando em consideração o histórico de serviços consumidos nos últimos 9 anos. Não me dei por satisfeito, e insisti para que ele me concedesse um desconto superior, consciente de que as margens de lucro deveriam estar aquém dos limites de razoabilidade. Também enfatizei o atual cenário econômico do nosso país, e fui argumentando da maneira que eu pude. E fiquei negociando por cerca de 30 minutos. Não saí de lá até que ele me concedesse um desconto satisfatório. Eu queria chegar na casa dos 40% de desconto, mas consegui apenas 35%. O valor total (peças e serviços), então, ficou ajustado em R$ 4.875,67 (quatro mil oitocentos e setenta e cinco reais e sessenta e sete centavos) e eu ainda pude dividir o montante em 5X. Acordado os valores para a realização do reparo junto ao concessionário autorizado deixei uma caução de R$ 1.500,00 para que eles realizassem a encomenda das peças. Em conversa inicial com o mecânico que realizaria o serviço de substituição do Kit de embreagem, disse-me ele que teria que ser realizada a desmontagem do sistema antecipadamente para verificar também o estado do volante do motor. Porém, depois de um rápido test-drive, e de acordo com as informações que eu forneci, ele decidiu por encomendar o Kit e durante a desmontagem posterior analisar o estado do volante do motor para tomar alguma conclusão. Orçamento inicial: Nota fiscal final: 3 – Da entrega do veículo para o concessionário As peças encomendadas levaram aproximadamente 6 dias para ficarem disponíveis no estoque do concessionário. Me ligaram, então, para realizar o agendamento de entrega do veículo. Entreguei o carro numa quinta-feira, no começo da manhã, com a promessa de recebê-lo de volta com o serviço finalizado no dia seguinte. Aqui cabe uma pausa para eu falar a respeito do atendimento recebido. Cheguei pontualmente às 10h00 para a entrega do veículo. Tive uma conversa relevante com o mecânico, inclusive orientando que meu veículo não deveria ser manobrado por terceiros (lavagem), e pedi, encarecidamente, para que fosse observado que ele possuía o sistema de freio de mão eletrônico. Que se fosse necessário realizar algum outro tipo de teste, que observassem essa questão pois eu não gostaria de receber o disco de embreagem queimado a troco de burrice alheia porque não seria a primeira e nem a última vez que tentariam arrancar com esse meu veículo ao tempo que o freio de mão permanecia ativado. Então, e para evitar transtornos, que apenas esse mecânico ficasse responsável por manobrar e realizar eventuais testes. Dito tudo que que considerei necessário, me dirigi para o espaço destinado aos clientes, em busca de informações referentes ao transporte até a minha residência, pois o outro veículo (FIT) estava guardado em minha garagem. Neste momento tive a ingrata surpresa: me informaram que não havia possibilidade de me deixarem em minha residência uma vez que Sobradinho não era rota estabelecida no cronograma de transporte para clientes. Insisti com a atendente que essa ideia deveria ser repensada uma vez que eu estava gastando um valor considerável no reparo do meu veículo e era um cliente de longa data. Novamente recebi negativas de solução. Pedi, então, que chamassem algum responsável na cadeia de hierarquia administrativa para que este conversasse comigo. O gerente da Oficina Mecânica me foi prontamente apresentado. Ele me encaminhou para mostrar uma grande tabela afixada, e me acenou que Sobradinho não constava na rota realizada pelos veículos da concessionária, assim, nas palavras dele, nada poderia fazer também. Nesse momento um misto de indignação e desprezo passou pela minha cabeça. Solicitei que me fosse apresentando o diretor do local porque eu gostaria de ter uma breve conversa com ele. Ligaram para esse diretor, conhecido como Hoffiman (acho que é assim que escreve) e quando ele apareceu descarreguei minha metralhadora de indignação, uma vez que eu era cliente assíduo (desde de 2009) e estava a realizar nada mais e nada menos que a minha 32ª visita para consumir serviços e peças genuínas. Sendo que apenas nessa última visita eu estaria deixando algo próximo dos R$ 5.000,00, nos caixas da concessionária. E que realmente eu estava indignado com tamanha falta de consideração com os clientes, e ainda lembrei que era proprietário de um veículo comercializado por eles ao título de “categoria premium” mas que isso era absolutamente irrelevante quando se trata de questões de sinergia entre o cliente e a concessionária. Aproveitei e descasquei umas poucas e boas considerações. E surtiu efeito. Esse tal Hoffiman, então, solicitou que um veículo fosse destacado para me levar imediatamente à minha residência. Naturalmente, deixei bem evidente a minha indignação com o tratamento anteriormente recebido. 4 – Da substituição do Kit de embreagem O mecânico me disse que a substituição do Kit era um serviço extremamente tranquilo, e que ele já havia feito isso ene vezes. Deixei o veículo por volta das 10h00 da manhã, no entanto, ele me disse que somente o desmontaria no período da tarde. Nisso, e depois de resolver o problema do meu transporte, saí e fui trabalhar. Minha intenção era de retornar no período da tarde para fazer uma visita surpresa e acompanhar o andamento da instalação das peças novas. Depois de desenrolar os trabalhos com os meus clientes, consegui retornar por volta das 16h30 para a concessionária. Eis que encontro o veículo na mesma posição que o deixei. E segue o diálogo: Eu – Pootz! Não deu tempo de fazer nada? Mecânico: Está pronto há muito tempo. Esse kit de embreagem é tranquilo demais para se montar. Eu: Pronto??? Cadê as peças antigas? Mecânico: Aqui, nessa caixa. Fotografei as antigas e as novas, e vou te mandar por “whats” mais tarde. Eu – Encontrou algum problema sério? Ele – Nada. Nadinha. Nem mesmo o disco de embreagem estava completamente desgastado, muito embora estivesse muito próximo do fim de sua vida útil. Limpei completamente o volante do motor e analisei tudo. Olha as fotos aqui. Para garantir a ausência de problemas futuros, sempre é necessário substituir o conjunto de peças que eu solicitei. - Me mostrou que as peças substituídas aparentavam estar em perfeito estado, com exceção do disco de embreagem. Eu – Certo! Vou lá realizar o pagamento, e já vou levar o meu veículo embora. Ele – O seu veículo está com a montagem concluída, mas eu ainda preciso passar o scanner, verificar erros, e realizar outros testes. Isso tudo é demorado. Você só poderá retirá-lo amanhã, por volta das 17h00. Eu – Ao menos posso testá-lo agora? Ele – Pode sim. - Manobrei o veículo sobre a rampa de saída do subsolo e tentei observar o funcionamento da embreagem. Não deu para tirar muita conclusão, e acho que o efeito psicológico de estar operando a embreagem em seu estado zerado pode ter influenciando a minha percepção de seu correto funcionamento. Eu – Vou levar todas as peças substituídas para casa, então. Quero analisa-las mais tarde e tentar entender porque ocorreu o desgaste prematuro do disco de embreagem. No outro dia voltei, as 16h30, realizei o pagamento da nota fiscal, e retirei o veículo. Fotos realizadas pelo mecânico Da Conclusão Parece que o serviço de montagem do Kit de embreagem do Golf é relativamente simples. Qualquer mecânico deve conseguir realizar esse serviço. Acredito que o mecânico do concessionário autorizado tenha levado menos de 3 horas para desmontar e remontar tudo. Aliás, ele fez algumas menções, enfatizando que os procedimentos de montagem/desmontagem são equivalentes aos realizados com Fox MSi, até para a correia dentada. Depois, observado o estado atual de desgastes das peças substituídas, fiquei imaginando que se eu encontrasse apenas o disco de embreagem para ser substituído, muito provavelmente eu teria poupado cerca de R$ 3.000,00, realizando serviço por fora, e assumindo o risco da vida útil dos outros componentes. Rodei cerca de 300km com essa nova embreagem e não senti tanta diferença de funcionando em relação ao estado anterior, porque as situações que eu consideraria críticas (manobra em aclive) não são rotineiras para mim. O curso da embreagem e o peso do pedal ficaram exatamente iguais ao do kit antigo. Com relação ao funcionamento, o mecânico, porém, me alertou que seria necessário um certo tempo de uso para o perfeito assentamento do novo disco. Fiquei um pouco desconfiado dessa observação. O kit está funcionando corretamente, mas nada excepcionalmente melhor que antes. ------------------------------ Agora a minha dúvida: O tal do cilindro atuador de embreagem, que custa módicos R$ 1.507,00? Isso tem vida útil ou é descartável mesmo quando se substitui o kit de embreagem? Como é que eu descubro a vida útil desse componente? ----------------------- ---------------- VERSÃO NARRADA: